Poupança? Tô fora

Poupança? Tô fora

Se você é como eu e ama os animais de estimação, então, definitivamente os porquinhos não são pra vocês. Hasta la vista presuntinho!

Hoje vou fazer um programa “Bê-a-Bá: dicas de ouro” para falar um pouco sobre uma das alternativas paralelas – e mais eficazes – à poupança: a LCI.

Aliás, como todos nós já sabemos, o rendimento da poupança está tomando uma goleada da inflação. E mesmo assim, boa parte dos brasileiros usam a poupança como meio de economizar dinheiro. 

Saiba quantos brasileiros tem dinheiro parado na poupança?

Bem, não sei se todos vocês sabem, mas, vou repassar aqui uma informação super importante sobre o fato de “guardar” as economias na poupança.

Vamos supor que você tenha disponibilizado na poupança um valor acima de 1 milhão de reais e o seu banco vá à falência.

Sabe quanto você receberá, por direito?

Apenas 250 mil reais. Em poucas palavras, apenas um quarto do valor total ali “investido”.

Eis, então, que vocês podem estar refletindo: “Mas Trovó, é muito difícil um banco ir à falência”.

E eu lhes pergunto: “Será que é tão difícil assim”?

Vou relembrar uma história real: em 2008, o Lehman Brothers, um banco 3 vezes maior que o Bradesco e que contava com mais de 10 mil funcionários, simplesmente, quebrou.

E isso aconteceu em um país considerado de primeiro mundo, em uma cidade nada menos do que Nova Iorque, possuidora de uma das maiores economias globais.

Leia também: Se o seu banco falir?  Tá tranquilo, tá favorável?

Então, acredite quando eu falo que um banco pode, realmente, falir.

É válido saber também que, para evitar essas incômodas surpresas, foi criado um órgão chamado Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que funciona como se fosse o seu seguro. Ou seja, caso o banco não puder reaver o seu dinheiro, o FGC atua na sua proteção.

É ele quem administra o mecanismo de proteção aos correntistas, poupadores e investidores, permitindo a recuperação de créditos, caso a instituição financeira venha à falência, como é o nosso exemplo.

E aí que você vai receber aqueles 250 mil reais, lembra?  O Fundo Garantidor de Crédito te garante, por direito, até 250 mil reais por CPF (Cadastro de Pessoa Física), por instituição financeira.

Então, está mais do que provado que a poupança também é um investimento de risco.

Mas, vamos continuar supondo que você tenha 1 milhão de reais e quer, de todas as formas, deixa-lo na poupança. Nesse caso, o ideal seria distribuir o valor em 4 fatias de 250 mil reais em instituições financeiras diferentes, uma fatia para cada banco.

Mas, como dito lá no início, demos adeus ao nosso querido porquinho, o símbolo da poupança.

E agora vamos falar de um modelo de investimento conhecido como LCI (Letras de Crédito Imobiliário).

O LCI nada mais é do que uma renda fixa, na qual você empresta dinheiro ao banco e ajuda-o a financiar vários projetos imobiliários.

Veja Quais são os Tipos de Renda Fixa?

O que você ganha em troca? Juros! Como qualquer investimento de renda fixa, você recebe remuneração paga em intervalos e condições preestabelecidas.

E isso é muito bom, diga-se de passagem.

E, por que, LCI é mais vantajoso do que a poupança? Vou responder em tópicos. São três grandes vantagens, vejam:

1 – Se você for uma pessoa física, você fica isento de Imposto de Renda (IR).

Essa talvez seja a maior vantagem, já que, comparado com outros investimentos, como CDB (Certificado de Depósito Bancário) e título públicos, o LCI é o único que isenta o famoso IR.

as Ações do Mercado Financeiro Nacional que tiveram alta de mais de 100% em 2016 na Bolsa de Valores

2 – Se o seu banco da renda fixa quebrar, você tem a mesma garantia da poupança.

Ou seja, o risco é exatamente o mesmo da poupança. Ambos são considerados baixos. Se mantivermos o mesmo exemplo, na qual você tem 1 milhão de reais, e sua instituição financeira quebre, você será ressarcido em 250 mil reais. Valor esse que também é garantido pelo FGC.  

3 – Os juros que você recebe são muitos mais atrativos do que a da poupança.

Comparado especificamente à poupança esse é o melhor benefício, com certeza. Vamos lá, apenas para efeito de comparação:

Hoje a nossa inflação está por volta de 11% ao ano e a poupança rende na média 9,5% ao ano. Ou seja, estamos perdendo 1,5% de todo o nosso patrimônio, ao ano.

No LCI, se você deixar um valor investido durante 6 meses (que é considerada uma LCI mediana), você terá um retorno de 14% ao ano, contra 11% da inflação. Com isso, o nosso capital estaria aumentado em 3% ao ano.

Lembrando que isso tudo com a mesma segurança e garantia da poupança.

Vamos voltar ao exemplo da poupança. Já sabemos que investindo
nela, você perde 1,5% ao ano, então, nos próximos 30 anos você teria corroído
metade do seu patrimônio.

Enquanto que, na LCI, nos mesmos 30 anos, você teria dobrado o seu capital.

E agora, interessou pelo assunto, não é?

Então se quer saber quais são as melhores rendas fixas que existe hoje em dia no mercado, deixe aqui embaixo o seu comentário. Existem outras opções, tão bem como a LCI, que são mais vantajosas do que a poupança.

E se você gostou do tema de hoje e quer continuar aprender sobre investimentos de uma forma muito simples, bem humorada e de fácil entendimento, clique no nosso banner e se inscreva no nosso curso “Risco Zero de Investimentos”.

O curso é totalmente online e gratuito, basta se inscrever e juntar-se ao time do Trovó Academy.  

Até o próximo vídeo, tchau!

Você tem Medo de Investir? Entenda de onde vem este medo.

Você tem Medo de Investir? Entenda de onde vem este medo.

 

Olá, hoje vamos falar de um assunto no mínimo diferente. Vamos fazer uma comparação entre trânsito e investimento. Será que eles tem algo em comum?

Acreditem que tem tudo em comum, pois quando você pergunta a uma pessoa se ela investe normalmente a resposta dela é a seguinte:

“Trovó eu morro de medo de investir, estou fora disso aí.”

Essa é a maioria das respostas, as pessoas não investem por medo.

“Já ouvi falar que muita gente perdeu no mercado financeiro, isso é verdade?”

Sim, o problema é que no trânsito também tem muita gente que morre. São milhares de pessoas que morrem todo santo dia em acidentes. Você sabe que isso acontece
e presencia isso nos noticiários o tempo todo. Só que no entanto, você não para de dirigir. Mas porque que você não para de dirigir?

Se você sabe que muita gente morre todo dia, geralmente é porque você entende porque essas pessoas sofreram acidente, ultrapassa em faixa dupla, não respeitam limite de velocidade, dirigem embriagadas…

“E no investimento, porque que as pessoas perdem dinheiro Trovó?”

Pelo mesmo motivo que elas sofrem acidentes, elas não seguem regras, não tem conhecimento e começam a investir sem saber dos perigos, sem saber das estratégias.

Agora, uma vez que você domina a estratégia e domina o manejo de risco não tem problema nenhum você investir. Então da mesma forma que você conhece os perigos do trânsito e não tem medo de dirigir, se você conhecer os riscos do investimento você perde esse medo.

O medo vem da falta de conhecimento, pois você precisa conhecer. Um dos pecados do mercado financeiro é que é muito fácil você investir, basta você ter um comprovante de endereço e identidade, abrir conta na corretora e começar a investir. Tudo isso é fácil, o problema é quando você começa a colocar o dinheiro e fazer as transações, pois isso exige um conhecimento.

Imagine uma pessoa que nunca aprendeu a dirigir e não tem a menor noção. Você dá a chave para ela que com o tempo ela aprenda. É muito mais provável essa pessoa se matar. Então tem que ter um conhecimento prévio para dirigir.

No mercado de investimentos é a mesma coisa. Então se você não tem medo de morrer no trânsito é porque você conhece os riscos e você sabe como evitá-los. Se você conhece os riscos você vai conseguir evitá-los e vai conseguir ser super lucrativo.

Então a partir de agora o medo de investir significa falta de conhecimento e é para isso que tem esse canal de comunicação para desmistificar muita coisa e clarear a sua cabeça.

Assim como você é um bom motorista, você pode ser um bom investidor, ok?
Todo mundo pode investir, vai chegar uma hora que você vai fazer tudo isso no piloto automático.

Abração.

Trovó

Quebrando Mitos que Bloqueiam Você de Investir seu Dinheiro

Quebrando Mitos que Bloqueiam Você de Investir seu Dinheiro

 

Olá!

Hoje estou aqui para te mostrar que é mais arriscado ter um negócio próprio do que investir na bolsa de valores.

Eu sei que parece loucura dizer isso, afinal você já viu várias pessoas falarem sobre os grandes riscos que a bolsa envolve. Vários falaram que você pode perder tudo da noite para o dia e várias outras histórias.

A verdade é que eu fui um dos cinco brasileiros pessoa física que chegou aos 7 dígitos, o meu Primeiro Milhão de Dólares antes dos 30 anos de idade, começando praticamente do nada.

Não foi por ser um gênio ou por sorte, eu foquei um método bem definido e simples que reduz uma boa parte do seu risco.

Por passar os últimos 17 anos operando na bolsa eu posso afirmar que aqueles que gritam sobre o risco não fazem a menor ideia de como fazer.

Eles leem algumas coisas na internet e fazem alguns cursos com especialistas que ensinam como fazer riqueza rápido.

Eles pegam algumas regrinhas genéricas de como fazer com esses gurus, e saem aplicando e o resultado acaba sendo desastroso.

A pessoa mal preparada perde dinheiro, fica com medo e contamina as outras pessoas ao seu redor como esse medo e não entende o que aconteceu. Hoje você vai descobrir que esse medo é totalmente racional.

Eu vou comparar os riscos de alguns negócios tradicionais e físicos com os riscos de se investir no mesmo ramo dentro da bolsa e ao final você perceberá que é menos arriscado ser um investidor do que ser dono do seu próprio negócio.

Eu vou comparar um investimento imobiliário para quem gosta de comprar imóvel. Dentro da bolsa, existe uma outra possibilidade que chamamos de fundo de investimento imobiliário.

Eu quero que vocês prestem bastante atenção nessa comparação de quem pensa em comprar o imóvel físico e de quem pensa investir em Fundo de Investimento.

O primeiro ponto é a simplicidade, mas comparece os dois aspectos na compra de imóvel, o investidor precisa se preocupar como escrituras, certidões, ITBI, locação vacância, reforma, cobrança e etc.

No fundo investimento imobiliário tudo isso é muito mais simples e pode ser feito através de um home broker que é uma ferramenta que faz negociação online. E dá para fazer isso sem se preocupar muito com essa parte burocrática. É muito mais fácil comprar ou vender um imóvel dentro da bolsa de valores.

Quando comparamos a liquidez do imóvel e de um fundo de investimento imobiliário. No imóvel à venda, depende de diversas variáveis e via de regra a liquidez é bem mais complicada, pois não consigo vender uma casa em dois ou três dias, raramente eu vendo em semanas.

No FI fundo de investimento imobiliário, essas cotas são negociadas dentro da bolsa, então, além de diminuir a burocracia, a liquidez é muito mais alta e posso vender em alguns dias. Quando se compara o custo de entrada e saída a gente percebe a grande diferença.

Eu comprei um imóvel, ele subiu e eu quero realizar uma venda. Via de regra eu pago uma taxa para o corretor de aproximadamente 6%, o valor absurdamente alto. Quando eu vendo uma cota de fundo de investimento na bolsa eu pago apenas 0.5% de corretagem. Vocês percebem que é aproximadamente 12 vezes mais taxas?

Nesse quesito aqui o fundo de investimento imobiliário ganha de lavada. O ponto que eu acho mais interessante de um Fundo de Investimento e de um imóvel é que no imóvel eu não consigo comprar uma cota eu não consigo comprar fração do imóvel.

Imaginem que você goste de uma casa e você se apaixonaram pela sala da casa e pelo banheiro, mas você não gostou do quarto. Você oferece para o comprador seguinte proposta: “Olha, eu quero comprar apenas a sala e o quarto da casa, o banheiro não me interessa.” Isso não existe, eu não consigo comprar uma parte da casa, eu não consigo comprar apenas aquilo que eu gosto da casa.

No FI o fundo de investimento imobiliário eu consigo comprar cotas. Imaginem um shopping center onde a loja desse Shopping custa por volta de um milhão de reais e eu não tenho esse dinheiro, pois só tenho 10%, ou seja, só tenho 100 mil.

Para investir no FI eu consigo comprar apenas 10% da loja, então entramos em uma comparação dentro da parte de imóveis. Mas tem pessoas que não gostam de investir em imóveis.

E aí vamos comparar um outro exemplo, comparar com um boi. Tem gente que gosta de criar boi, eu já fui criador de boi. Você viu minha área de formação em Zootecnia. Para quem não conhece Zootecnia é a área que mexe com nutrição animal, melhoramento genético, a parte de prevenção de doenças, portanto eu sei muito bem como funciona a prática.

Então vamos comparar como criar um boi dentro da fazenda e comparar o mesmo investimento de boi gordo, mas na BMF dentro da bolsa de valores.

Simples…

Quando eu penso em guardar um boi numa fazenda eu preciso primeiro ter uma fazenda. E aí eu tenho que me preocupar em ter terra e terra custa caro, certidão, ITBI, vocação, escritura, fora isso, reforma de pasto, escolha dos animais, funcionário… Enfim, é bem mais difícil.

Quando eu vou em falar de boi gordo na BMF, eu só preciso de um home broker que é a ferramenta que eu compro e vendo online, sem me preocupar com toda essa burocracia. Nesse quesito aqui, investir em boi gordo na BMF é muito mais simples.

Liquidez…

Quando a gente têm uma fazenda, uma propriedade aí que está engordando boi, nem sempre o preço que está no mercado é o preço que conseguimos vender, porque via de regra, ficamos à mercê da oferta de compra dos frigoríficos, então o preço que é exercido na prática é totalmente diferente do preço teórico que tá na bolsa, por causa da oferta e procura.

O preço do boi gordo de verdade, do boi mesmo o animal, depende de região para região e no boi gordo BMF é um preço estipulado. Vamos ver custos agora para comparar criar boi em fazenda e investir em boi na BMF.

Eu já tenho experiência… Vai ter custo com sal mineral, cerca, vacinação, funcionário, ITR e um monte de coisas, fora a manutenção de Bebedouro. No boi gordo BMF eu apenas preciso gastar meio por cento de corretagem para cada vez que eu compro ou vendo uma cota de boi.

No contrato eu pago meio por cento de corretagem e não preciso entender como criar boi, eu preciso entender qual é a dinâmica no mercado. Quando falamos de fracionar investimento é a mesma coisa.

“Trovó, eu quero mil bois de verdade”. OK, você precisa de espaço para isso, precisa de terra e se você não tiver sua própria terra (fazenda ou sítio) você precisa alugar, precisa arrendar, pagar para alguém que já tem esse pedaço. É um custo extra, então o número de animais que você quer criar depende do seu espaço, você tem um espaço físico que limita.

Na BMF é bem mais simples, basta determinar o capital que você tem disponível, fazer as compras dentro de um manejo de risco.

O risco de criar um boi físico um boi de verdade e de investir em boi gordo na BMF.
Quando você engorda um boi mesmo que o preço da arroba suba, o seu rebanho pode sofrer algum surto de doenças graves, aftosa, raiva, botulismo e ocorrer mortes mesmo que você faça vacinação, isso foge do nosso controle.

Sem contar a seca que quando acontece a estiagem, ficamos sem pasto. Aí, via de regra, o peso do boi tende a voltar um pouco, o que chamamos de efeito sanfona. O boi engorda, emagrece, engorda, emagrece, e por aí vai.

Na BMF além de não ter que se preocupar com doenças que isso é fundamental, o investidor inclusive pode ganhar com a queda do preço da arroba. Em uma fazenda é algo inconcebível e se o preço da arroba cai, você tem prejuízo. Na BMF você pode ganhar com a queda do preço da arroba.

Quando comparamos a gestão, tudo é mais difícil quando eu crio um boi de verdade. O funcionário tem que ser muito bem treinado, vacinar na época certa, da sal no cocho, fazer rodízio de pasto verificar, bebedouros e etc.

O foco aqui não entra nessa parte técnica, é só para você entender, para quem nunca investiu em boi de verdade, para quem nunca criou boi, a complexidade que é se ramo. Quando falamos da BMF, eu posso acompanhar um rebanho virtualmente de qualquer lugar do mundo, basta ter internet.

Eu quero que você entenda como é possível ganhar com a queda da arroba do boi gordo da BMF, coisa que uma fazenda é inconcebível. Eu vou usar uma linguagem bem simples para que todo mundo entenda. Veja esse exemplo:

Verde significa o que? Pra cima, a tendência do preço é subir.
Vermelho significa queda, é a tendência do preço de cair.

Aqui você pode perceber que apareceu primeiro o traço vermelho. “Trovó, o que é esse indicador?” Esqueça isso agora, o importante é entender o seguinte: vermelho é sinal de queda. Está mostrando que vai iniciar uma queda do preço da arroba.

Neste momento o preço da arroba estava em R$125,50 – um momento que o mercado falou que vai começar a cair e essa queda perdurou até R$123,50, ou seja, houve uma queda de R$ 2,00 no preço da arroba.

A partir daqui apareceu o nosso semáforo, pintou a primeira luz verde que significa o fim da queda. A partir de agora a tendência é que o preço volte a subir e acelerar. Então como é que eu poderia me beneficiar desses R$ 2,00 de queda na BMF?

Apesar do preço da arroba ter caído apenas R$ 2,00 no Mercado BMF, a queda de cada R$ 1,00 no preço da arroba representa um ganho aproximadamente de R$ 330 por contrato ao investidor.

Nesse exemplo como caiu R$ 2,00 eu tenho um ganho de R$ 660 por contrato.
Agora vamos comparar o fazendeiro vs investidor. Vamos comparar proprietário rural e o investidor de boi gordo na bolsa investimento em animais ou contratos. Vamos colocar o mesmo peso para os dois para que a comparação possa ser justa.

Vamos considerar R$ 100.000 de investimento para cada. Um proprietário rural que vai comprar um boi de verdade vai investir R$ 100.000 e o investidor que vai comprar o contrato de boi gordo também tem os mesmos R$ 100.000 pra investir.

Tamanho do rebanho

O proprietário rural, eu vou colocar aqui um exemplo (isso pode variar de fazenda para fazenda) pode ser recria cria, engorda. Vamos só focar no engorda. Via de regra a gente compra um boi para engordar, o peso dele é por volta de 10 arrobas, por volta de 300 quilos.

Se considerarmos o preço da arroba no mesmo momento de R$125,50 e cada animal tem 10 arrobas, um animal de 10 arrobas um garrote de 300 quilos, custa R$1.250,00. Se eu tenho R$ 100.000 para investir, divido isso por 1250 e eu consigo comprar 80 cabeças de boi magro. Eu não estou costurando custo de funcionário, custo de terra, nada disso é só o custo de aquisição de boi. Nesse exemplo aqui 80 cabeças de boi magro.

E da BMF para eu conseguir adquirir um contrato, eu preciso ter depositado na corretora R$ 1.500,00. Esse é o sistema de margem e apesar do contrato custar apenas R$ 125,50 que é o preço da arroba, eu preciso ter como garantia dez vezes mais aproximadamente. Para cada contrato que eu queira comprar eu preciso ter depositado na corretora R$1.500,00.

Então vou considerar esse preço que mesmo não gastando R$1.500,00 é o valor que eu preciso ter para poder adquirir esse contrato. Se eu dividir os mesmos R$100.000 por R$1500 eu consigo ter 66 contratos.

Então temos 80 cabeças de boi magro vs 66 contratos da BMF. Vamos investir R$100.000. Vamos comparar algumas coisas importantes. Quando eu faço, quando engorda o boi de verdade, quando que um boi pode engordar em 20 dias?

Esse foi o tempo que levou para que a arroba de caísse R$2,00. Eu já trabalhei com isso e já engordei boi, é muito difícil conseguir o ganho de uma arroba por mês, muito difícil. Mas eu vou ser extremamente otimista só pra facilitar o cálculo.

Se eu conseguisse que o meu boi engordasse 30 quilos no mês, ou seja, ganhasse uma arroba e o preço da arroba fosse R$123,50 eu ganharia R$ 123,50 por cabeça.

Como eu tenho 80 cabeças, nesses 20 dias eu teria um lucro de R$10.000 lucro bruto porque tem funcionário, vacinação e um monte de coisas. Eu só quero que você entenda a comparação.

Se engordasse uma arroba por mês e o preço da arroba fosse R$123,50 como são 80 cabeças o lucro bruto seria de R$ 10.000 com os mesmos R$100.000, mas na prática é muito difícil conseguir que o boi engorde 30 quilos num mês.

Eu consigo aqui, vender logo em seguida. Quando eu invisto no boi gordo na BMF. A cada R$1,00 de queda o investidor recebe R$330,00 por contrato, como caiu R$2,00 eu vou receber R$ 660,00 por contrato.

Qual foi o lucro total bruto de quem investiu na BMF?

Tem 66 contratos, cada contrato caiu R$2,00 e ganha R$ 330,00 por contrato. Um contrato me deu um lucro de R$660,00 nessa queda de R$2,00. Se multiplicar os
R$ 660,00 vezes 66 contratos, eu tive um lucro bruto no mesmo período de
R$ 43.500.

Você comparar o boi físico e o boi virtual no mesmo período 20 dias com o mesmo capital de R$ 100.000 conspirando mesmo a troca de moeda, que seria arroba de boi gordo, no mercado virtual do boi, eu tive um lucro de quatro vezes mais no mesmo período fora funcionário, custo de aquisição de terra, manutenção e etc.

Nesse momento já deve ter começado a perceber que a bolsa não e nem de perto tão arriscado quantas as pessoas dizem. A grande questão é que as pessoas perdem dinheiro e não sabe como isso aconteceu. Resumo da conta para você entender… Como não sabe o porquê que houve a perda o medo é muito grande.

Eu gosto de comparar investimentos com rodovias. Milhões de pessoas por dia em todo mundo, morre em acidente de trânsito, mas não paramos de dirigir porque normalmente a gente entende qual foi a causa do acidente.

Via de regra, foi embriaguez, ultrapassou onde não devia, alta velocidade, etc. Como nós entendemos o que aconteceu, nós continuamos a dirigir. Afinal, basta tentar se proteger e evitar as atitudes que aumentam o risco.

Na bolsa é exatamente da mesma forma e vou te dar um exemplo que explica como uma porcentagem de nome de pessoas na bolsa por volta de 99% perde dinheiro e depois fogem com medo sem entender o que aconteceu.

Já ouvira falar no Warren Buffett?
Ele já foi um dos homens mais ricos do mundo e tem uma equipe muito bem estruturada com auditores (os melhores do mundo) que estão a todo momento verificando as empresas que ele está investindo. Você compra um livro do Warren Buffett de como ele enriqueceu e começa aplicar tudo isso.

Apesar de você ter a mesma técnica que Warren Buffett usou, você não tem a mesma estrutura, nem a mesma equipe e nem a mesma condição de fazer auditoria em todas as empresas. Aí você escolhe uma empresa que você julga a ser sólida e que irá continuar crescendo por muito tempo, coloca quase todo o patrimônio dentro de uma única empresa e por algum motivo o preço da ação daquela empresa despenca e o seu dinheiro desaparece, ou seja, existe o risco de uma empresa quebrar.

Agora é você que vai escolher se vai quebrar junto ou se aquilo não vai afetar seu patrimônio. Você consegue perceber que o risco existe mas que você pode administrá-lo e limitar como um desastre?

Para você ter uma ideia, 80% das operações que eu fiz nesses últimos 5 anos eu ganhei com a queda do preço das ações. A queda das ações podem te gerar lucro, mas esse é um assunto que a gente vai conversar em uma outra oportunidade.

Ganhando com a queda das ações, de novo temos o nosso semáforo.

Você está percebendo a escadinha verde e vermelha e nesse momento apareceu a primeira escadinha vermelha mostrando que a tendência é que o preço da Petrobras nesse momento, começa a cair.

Se eu detectei isso no gráfico, eu quero ter vantagem e em cima disso, quero ganhar com a queda do preço da ação. Em 27 de novembro aproximadamente a Petrobrás custava por volta de R$19,70 e a queda foi gigantesca como vocês podem perceber no gráfico. Foi só aparecer o primeiro sinalzinho verde, ou seja, início de uma provável alta do preço, por volta de março (4 meses depois) só que ação caiu de R$19,70 para R$ 12,70, ou seja, R$7,00 de queda em quatro meses, uma queda de R$ 7,00 por ação.

Existem pessoas que possuem ações da Petrobras, mas o foco delas é a longo prazo como 10, 15 ou 20 anos, até mais. O objetivo desse investidor é não vender essas ações imediato portanto para ele pouco importa se o preço nos próximos meses vai subir ou vai cair, afinal, ele não vai vender suas ações.

Apesar desse investidor não querer vender essas ações, ele pode alugá-la se ele perceber que haverá queda no preço das ações. Ele pode alugar as ações para outra pessoa, cobrar uma taxa de juros por esse aluguel e pode ter uma renda extra enquanto ele empresta as ações para uma terceira pessoa, mesmo que o preço da ação caia.

Todo esse trâmite pessoal é feito de forma legal através de uma corretora com fiscalização da CVM (comissão de valores mobiliários). O problema é que pouquíssimas pessoas sabem que é possível ganhar no mercado financeiro com a queda das ações.

Vamos colocar em números para facilitar o exemplo. O investidor A é dono das ações e possui 1.000 ações da Petro 4 e o preço da ação (vamos colocar em um exemplo que possa facilitar a conta) é R$ 20,00. Quando o investidor A aluga essas ações, ele não está preocupado com preço e sim com a quantidade, porque ele não vai vender a ação agora, somente daqui 15 ou 20 anos.

Então se as ações oscilarem durante esse tempo para ele tanto faz, pois ele precisa das 1000 ações de volta.

O investidor B (profissional, o lado que você precisa estar para saber o que está acontecendo), não tem as ações, mas ele quer alugar de alguém que tem. Ele é profissional e detectou o que você viu no semáforo ali a primeira luz Vermelha, ou seja, vai iniciar uma queda no preço das ações da Petrobras e ele quer aproveitar essa queda.

Nesse caso, o investidor B que é o profissional, que paga um aluguel para o investidor A (vamos colocar um exemplo aqui de uns 3% ao ano) e no final desse contrato, ele tem que devolver as ações para o dono.

As 1000 ações tem que voltar para a mão do investidor A independente do valor. Este por sua vez, não está preocupado com valor, ele só quer as suas 1000 ações de volta.

Resumindo… 1000 ações a R$ 20,00 seriam R$ 20.000. Quando eu pego emprestado essas ações de alguém, elas são minhas durante aquele período e eu posso fazer o que eu bem entender com elas, desde que no final do contrato eu devolva as 1000 ações para o seu dono.

Eu pego emprestado essas ações do investidor A e, no mesmo instante que eu detectei que o preço da Petro poderia vir a cair, eu vendo as mil ações no mercado. Peguei emprestado, aluguei no mesmo instante eu vendo as 1000 ações. Quando eu faço essa venda o que acontece?

Entra R$ 20.000 na minha conta, eu peguei emprestado mil ações vendi no mercado a R$20.000 eu sei que o preço da ação tende a cair vai entrar R$20.000 na minha conta. Mas é claro que eu não posso sair gastando esse dinheiro, mas eu só preciso recomprar essas ações para devolver para o dono porque as ações não são minhas, são dele.

“Trovó, onde esta a vantagem de fazer isso então?”
Ganhar com a queda da ação, mas assim que eu vendo essas ações no mercado, eu espero cair o preço e recompro mais barato (exemplo de R$12,00) e devolvo as mil ações para o dono que é um investidor A.

Então entrou 20 mil na minha conta, eu gastei 12 mil para recomprar e eu tive um lucro de R$ 8.000 com a queda de R$8,00 por ação. Quando eu vendi era R$20,00 quando eu comprei estava R$12,00 e eu tive um lucro bruto de R$ 8.000. Eu mais um R$600,00 de aluguel por ter emprestado essa ação e ganhei com a queda das ações.

Você entendeu que o risco na bolsa não é um monstro de sete cabeças?
Você viu que ter um negócio físico pode ser ainda muito mais arriscado do que investimento?

Eu mostrei que mesmo um desastre pode trazer um retorno muito alto quando eu mostrei a queda das ações da Petrobras. E mesmo com essa queda você conseguiu ter um ganho de R$ 8.000,00. Eu espero ter ficado bem claro que o problema não é a bolsa e sim não saber ou não entender o que é feito.

Um abraço,

Trovó