Descubra como ter uma carteira para viver de dividendos

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Os dividendos nada mais são do que aqueles proventos que os acionistas recebem como parte do lucro das empresas. É uma forma de ganhar dinheiro na bolsa de valores, além da valorização dos papéis. Por isso, todo novo investidor pergunta sobre como ter uma carteira para viver de dividendos. Aliás, será que isso é possível? Vamos estudar a possibilidade.

Até mesmo porque além das ações pagadoras de dividendos, nós temos os FIIs (Fundos de Investimentos Imobiliários), que também pagam esses proventos ao investidor. Inclusive, atualmente tem muita gente dizendo que esses pagamentos acabam sendo mais interessantes do que a rentabilidade da renda fixa.

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Mas, vamos por partes porque a nossa ideia não é confundir ninguém. Os dividendos costumam vir sempre a partir da renda variável. Logo, esse é um tipo de investimento muito mais arriscado, que não tem comparação (em termos de segurança) com a renda fixa.

Sendo assim, se você tem ações ou FIIs ou se quer ter, considere o risco. Sabendo disso, leve em conta que dá para montar uma carteira para viver de dividendos sim. No entanto, isso vai depender de vários fatores como a escolha dos ativos, o volume aportado e mais.

Um exemplo prático

E vamos direto ao ponto. Pense em um investidor que tenha o foco de gerar uma renda passiva (que pode vir dos dividendos) de R$ 24 mil no ano. Isso dá um “salário” de R$ 2 mil ao mês, correto? Então, qual seria uma ideia? Vamos lá.

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A pergunta certa é se pensar em quantas ações e de quais empresas a pessoa deveria ter para gerar esse rendimento anual.

Se a gente tiver uma empresa que pague R$ 2 ao ano por ação de dividendos, que tenha feito nos últimos 10 anos, temos uma forma de estudar a opção. Então, para dar um total de R$ 24 mil no ano, a gente precisaria ter 12 mil ações da companhia.

A próxima questão é saber quanto custa cada ação dessa empresa hoje. Nesse caso, entra a cotação da ação. Logo, a gente pode imaginar um preço de R$ 28. Então, a conta fica fácil: 12 mil multiplicado pelo preço unitário da ação, que é R$ 28. Isso dá R$ 336 mil investidos.

É um exemplo apenas para entender como a gente pode considerar a conta, ok?

O problema das variáveis

No entanto, ainda que seja possível ter uma carteira para viver de dividendos, a gente não pode deixar passar a importância de ter um bom patrimônio acumulado. Certo? Logo, no nosso exemplo, esse valor seria de R$ 336 mil.

Bom, só que ainda temos que pensar em outros pontos, outras variáveis. Por exemplo, a renda variável é inconstante. Então, precisamos estudar a regularidade do pagamento de dividendos dessa empresa. Sem contar que não se deve ter todo patrimônio em uma única ação, né.

Então, muito mais do que viver de dividendos, considere a importância de se estudar sobre a empresa. Aqui, podemos considerar vários tipos de análises, como as técnicas (de gráficos) e as fundamentalistas.

Ah, e não podemos deixar de falar do preço da ação como variável importante também. Logo, se ela cai, o dividendo cai junto. Além do mais, você perde com a valorização do ativo que poderia ser vendido posteriormente.

A vantagem

Nesse ponto, vamos considerar que a montagem dessa carteira para viver de dividendos pode ser vantajosa por vários motivos. Por exemplo, a gente pode usar os dividendos, no começo, para comprar mais ações ou papéis diferentes, conforme a realidade atual.

Se tivermos tempo, também dá para considerar um tempo de aplicação regular, mês a mês. Então, é uma prática mais flexível para quem tem tempo e quer usar os dividendos como renda extra. Como assim? A gente explica.

Atualmente, muita gente tem pensando nos dividendos como forma de garantir uma grana a mais durante a aposentadoria. É como se fosse uma forma de ter uma aposentadoria complementar para esse momento da vida.

Só para você entender melhor, vamos a um exemplo. Imagine que você tenha 2 mil ações que paguem R$ 2 de dividendos. Então, no ano você terá R$ 4 mil de dividendos que podem ser reaplicados sem que você tenha que tirar dinheiro do bolso.

A questão da diversificação

E para fechar a matéria, jamais deixe de se lembrar da questão da diversificação das ações na sua carteira. Ok? A boa notícia é que atualmente dá para ter uma carteira para viver de dividendos com várias ações que são boas pagadoras de dividendos.

Até mesmo porque a gente não pode correr o risco de deixar todos os ovos na mesma cesta, não é mesmo? Aliás, como mencionamos jamais estude apenas o dividend yield da empresa para comprar a ação. Analisar outros fundamentos é imprescindível também.

E nesse quesito a gente ainda tem uma gama enorme de pensamentos e reflexões. Sendo assim, mesmo que o seu objetivo seja viver de renda passiva, com os dividendos, é ideal que se tenha uma renda fixa (para reservas, por exemplo).

Outra coisa é saber diversificar a carteira de renda variável com fundos imobiliários também. E assim por diante. Então, se há uma última dica é: jamais se acomode em comprar muitas ações de uma única empresa pensando nos proventos. A diversificação ainda é a melhor saída.

Leia também – as melhores pagadoras de dividendos

Descubra como ter uma carteira para viver de dividendos

E já que a gente mencionou aqui as empresas que são boas pagadoras de dividendos na bolsa brasileira, que tal você conhecer algumas delas? A gente tem uma matéria que fala exatamente disso e você pode acompanhar quando quiser. A leitura é gratuita.

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