Carteira de investimentos diversificada – 7 coisas que você precisa saber

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Você começou a investir dinheiro e já notou que a melhor maneira de lucrar com isso é aplicando em vários ativos diferentes – como da renda fixa e variável. O que você não sabe ainda é qual a real importância de ter uma carteira de investimento diversificada, não é?

Este texto é para falar exatamente sobre isso – será que a diversificação de investimentos é tão imprescindível assim para quem quer ganhar dinheiro no mercado financeiro? Aliás, o que é uma carteira de investimentos e para que ela serve?

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Todas essas respostas estão no decorrer deste artigo, leia agora mesmo e mantenha suas aplicações financeiras seguras o resto da vida!

Ah, e no final do artigo tem bônus gratuito: como fazer o primeiro investimento financeiro!

1 – O que é uma carteira de investimentos?

Montar uma carteira de investimentos é uma estratégia muito comum na vida dos grandes investidores e que tem que fazer parte da sua vida também. São dois os motivos principais: reduzir riscos e elevar o potencial de ganhos.

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O que se sabe é que se você consegue montar uma carteira de investimentos diversificada você fica, praticamente, imune ao cenário econômico.

Bom, vamos colocar os pingos nos is.

O que é uma carteira de investimentos? Ela nada mais é do que um conjunto de aplicações financeiras de um mesmo investidor – que pode ser pessoa física ou jurídica.

No linguajar financeiro, ela também é chamada de cesta de investimentos ou portfólio de investimentos.

Agora que você já sabe o que é uma carteira de investimentos, resta saber para que ela serve.

Ela reúne todos os ativos financeiros de uma pessoa – que podem ser da renda fixa ou da renda variável, assim como dólar, imóveis, ouro. Tudo o que uma pessoa tem investido.

Lembrando que o foco é lucrar mais, mas também proteger o seu patrimônio.

2 – Como montar uma carteira de investimentos?

Tudo vai depender do seu diagnóstico financeiro.

Aliás, aqui já estamos considerando que você sabe a importância de se investir dinheiro, está bem? Não vamos nos ater a falar sobre as técnicas para economizar dinheiro, juntar dinheiro ou investir dinheiro e sim, como fazer isso!

Após fazer uma análise profunda da sua vida financeira (se pergunte onde estão seus investimentos financeiros e como eles estão se comportando frente ao mercado), você deve criar uma estratégia financeira para fazer seu dinheiro render mais – e sem riscos!

O que se sabe é que sua carteira deve refletir, diretamente, a sua situação atual.

Na prática, se você tem uma carteira de investimentos que está focada na liquidez dos ativos, isso mostra que você está preocupado com o presente, em formar uma reserva de emergência.

Se o longo prazo é o seu ideal, então, sua situação é pensar no futuro.

É mais ou menos isso – o fato é que a diversificação de investimentos que você faz deve estar relacionada diretamente com a sua situação atual.

E o que mais é preciso considerar nesse diagnóstico financeiro? São várias coisas, algumas delas são:

  • Quanto dinheiro você ganha mensalmente, na média?
  • Quanto você gasta com as contas fixas?
  • E quanto gasta com as variáveis?
  • Você pode investir quanto todos os meses, sem falhar?
  • Você pode fazer aportes de quais valores anualmente?
  • Qual sua real necessidade de precisar do dinheiro amanhã?

E essas são só algumas questões a serem levantadas.

Por que, o que é importante notar aqui? Que você não tem que ter o melhor exemplo de carteira de investimento diversificada do mundo porque pode ser que ela não sirva para você.

Essa é uma questão totalmente pessoal e intransferível.

Uma boa carteira de investimento diversificada para Warren Buffett vai ser diferente da do Bill Gates, que é diferente da do Neymar, que é diferente da sua, da minha, das outras pessoas.

Cada pessoa tem objetivos diferentes e isso precisa ser considerado na hora de pensar na diversificação de investimentos.

3 – Exemplo de carteira de investimento diversificada

Separamos duas situações hipotéticas, mas que mostra algum exemplo de carteira de investimento diversificada para que você entenda a importância de saber a sua situação atual.

Se você investe em ações e neste momento precisar do dinheiro, o que aconteceria? Você teria uma grande chance de perder dinheiro porque a bolsa de valores (que é da renda variável) é um ambiente totalmente volátil.

Isso quer dizer que você poderia perder dinheiro com a queda das ações. Logo, a bolsa de valores é recomendada sim, mas pensando no longo prazo. Salvo a exceção de quem trabalha especificamente com isso, como os traders.

Outro exemplo?

Vamos supor que você invista em uma LCI (Letra de Crédito Imobiliário) e que tenha carência de 90 dias. Então, você sofre um acidente de carro e fica sem dinheiro para pagar o seu tratamento médico e o conserto do carro, então, como ficariam?

Teria que sacar o seu recurso investido, não é? E isso lhe custaria caro demais!

Sabe por quê? Porque mesmo a LCI sendo da renda fixa ela tem uma liquidez de 3 meses, portanto, sacar o dinheiro antes desse prazo te faria perder rentabilidade.

A ideia é a seguinte, vamos supor que você tenha 10 mil reais, o que faria? Um bom exemplo de carteira de investimento diversificada seria escolher entre os títulos do tesouro direto, CDB e uma LCI, pensando na garantia do seu patrimônio, obviamente.

Por outro lado, se você tiver 100 mil reais, então, o melhor exemplo é aquele que mostra a divisão feita entre papéis da renda fixa, mas também da renda variável, com papéis de empresas sólidas – mas claro que para isso você tem que conhecer a bolsa de valores.

O segredo, portanto, é fazer um diagnóstico financeiro e após isso traçar o seu perfil de investidor.

4 – Como saber o meu perfil para montar uma carteira de investimentos

Também não vamos perder muito tempo neste tópico porque temos um ótimo vídeo que fala exatamente disso – o perfil do investidor.

O que você precisa se atentar é ao fato de que só após saber disso você poderá montar uma carteira de investimentos, conforme sua necessidade e sua disposição.

Veja o vídeo.

Agora, considere também o período pelo qual seu dinheiro poderá ficar aplicado.

A regra é:

  • Curto Prazo – até 2 anos (Tesouro Direto, CDB, LCI e LCA)
  • Médio Prazo – entre 2 e 5 anos (Fundos de investimentos, Tesouro, LCI, LCA e CDB)
  • Longo Prazo – acima de 5 anos (LCI, LCA, CDB, ações e Tesouro)

Note que no caso da renda fixa ela se encaixa em qualquer um dos períodos. O que vai mudar é o risco que você quer assumir.

Por exemplo, o médio risco diz que você tem que ter alguma previsibilidade do seu negócio. E esse é o melhor exemplo de como diversificar uma carteira porque você pode unir a renda fixa com a renda variável.

5 – A diversificação de investimentos vale a qualquer custo?

É mais ou menos assim: “o risco de uma carteira é menor do que a soma dos riscos individuais de cada ativo”, entende isso?

A frase acima é de Harry Markowitz, que estudou o mercado financeiro em 1960 e foi considerado o pai moderno da teoria dos portfólios.

Mais tarde, criaram a expressão: “nunca colocar todos os ovos na mesma cesta”.

E tudo isso contribui para o que chamamos hoje de carteira de investimentos diversificada.

Na prática, isso quer dizer que se você tem 10 mil reais ou qualquer outro valor, não deve aplicar tudo no mesmo ativo financeiro porque ele pode variar.

O ideal é dividir em 2 ou 3 opções diferentes, de rendas diferentes (fixa e variável) e de mercados diferentes também.

Vamos à outro exemplo hipotético: você destinou 10 mil à bolsa de valores…

Então, o que é melhor fazer:

  • Investir tudo na Petrobras? Claro que não.
  • Investir tudo no Itaú? Também não.
  • E se investir tudo na Droga Raia? Também não.

O ideal sempre vai ser a diversificação de investimentos.

Você pode aplicar seus recursos nas 3 empresas, por exemplo. Levando em conta que uma é estatal, outra é de bancos e a outra é uma small cap que tem apresentado bons números. Isso é diversificar investimentos.

Daí, se por acaso, alguma delas tiver resultado negativo, é possível que as outras tenha números positivos e compense essa perda. Entende o que estamos falando? Proteger o seu patrimônio, essa é a melhor expressão!

Isso explica porque a recomendação é aplicar em ativos que tenham pouca correlação entre si – é o que chamamos de diferentes mercados.

6 – Quanto maior o patrimônio, mais a carteira de investimento deve ser diversificada

Se o investidor ainda tem poucos recursos para investir, o ideal é que ele permanece em uma aplicação que seja conservadora e que tenha o foco de acumular o patrimônio. O eficiente será quando a concentração desse patrimônio acontecer.

Os consultores de investimentos avaliam que a concentração na renda fixa é a melhor pedida até que se chegue ao grande montante para buscar outros ativos e formar uma carteira de investimentos diversificada.

Após isso, ainda que a carteira seja montada conforme o perfil do investidor, o ideal é fazer um rebalanceamento de tempos em tempos.

De maneira geral, isso serve para manter os percentuais de rentabilidade altos, conforme as classes dos ativos. A ideia é sair de um recurso mais valorizado para um menos valorizado, que vai preservar as proporções.

Lembre-se: não estamos falando em mudar a estratégia e sim em mudar os ativos.

Nesse caso, um fundo de investimento pode atuar como forma de elevar o rendimento da carteira de investimentos. O importante é observa as taxas (especialmente a de administração), que pode correr a aplicação.

Curiosidade – a tríade financeira

Ainda que cada pessoa tenha o próprio perfil para investir dinheiro, e com objetivos totalmente diferentes conforme prazos, é possível encontrar três pontos adequados para qualquer carteira de investimentos – é o que os analistas chama de Tríade Financeira.

Renda Fixa

Essa classe de ativos são compostos por títulos já conhecidos – Títulos Públicos Federais (Tesouro Direto), CDB e Debêntures.

Nessa opção, os ativos são divididos entre os pré-fixados e os pós-fixados, além dos índices diferentes, que são baseados na Selic (Taxa Básica de Juros) ou no IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).

Fundos Imobiliários

São investimentos financeiros que compõe a classe de ativos que dão acesso ao mercado imobiliário para quem tem capital mais baixo para aplicar e entrar no mercado.

Nesse caso, a recomendação é voltada principalmente para os pequenos investidores que vão investir nos grandes empreendimentos – por meio da aquisição de contas. É possível comprar fundos diferentes, como shoppings, imóveis e indústrias.

Mercado de Ações

São categorizados como individuais, tais como os fundos de índice (ETF).

As ações são como cotas de empresas, sendo que o tipo ideal é aquele que aloca ativos em grande diversificação considerando vários títulos, podendo aplicar em mais de 60 ações diferentes.

Somente com esses três tipos de investimentos financeiros é possível ter uma estratégia de alocação de ativos, levando em conta que a diversificação vai além das classes.

7 – Como montar uma carteira de investimentos diversificada

Esse último tópico talvez seja também o maior e o mais importante – é que você vai aprender quais passos seguir para montar uma carteira que realmente faça sentido para você.

Para facilitar a compreensão da leitura, separamos um passo a passo, confira!

A diversificação de investimentos por classes de investimentos

Existem várias classes de investimentos e cada uma tem suas próprias regras! A lógica do rendimento vai variar conforme as características desses ativos.

Ações são mais voláteis enquanto fundos de investimentos em renda fixa são mais estáveis. E por aí vai…

Alguns têm tempo de aplicação mais longo (pensados no longo prazo) e outros valem a pena para o curto prazo, com liquidez.

Existem nomes no qual nem estamos acostumados a ouvir, como investimentos em ouro, em dólar, no câmbio, títulos de dívidas (debêntures), imóveis, moedas, uma infinidade.

Essa é a forma mais conhecida de montar uma carteira de investimentos diversificada.

A diversificação de investimentos por regiões geográficas

É um pouco menos conhecida, mas ela existe: as aplicações financeiras podem variar conforme a localidade do mundo.

E você já deve saber disso porque investir nos Estados Unidos não é o mesmo que investir no Brasil, né. A classificação de risco de investimento muda e são totalmente distintas.

Ainda que as economias se correlacionem (e que a americana envolva todo o mundo por ser considerada a mais importante), uma queda na B3 (antiga Bovespa) não representa uma queda na bolsa de Nova Iorque, por exemplo.

Leia também – 10 motivos para investir na bolsa de valores norte-americana

Os ativos financeiros costumam se voltar para certas atividades de uma economia regional, sendo que é possível montar uma carteira de investimentos diversificada pensando na geografia do mundo ou do país.

Aliás, investir em uma empresa de tecnologia de São Paulo pode ser diferente de investir em um sistema agrícola de Campinas, por exemplo.

Até com questão ao mercado imobiliário, a região é importante de ser analisada.

Quer saber como comprar imóveis nos Estados Unidos – aprenda!

A diversificação de investimentos em moedas

Também é possível pensar na diversificação de investimentos a partir das moedas, como os dólares americanos, os reais, as libras esterlinas, euros… Ainda que as moedas sejam físicas elas são formas de investir dinheiro.

Alguns títulos têm rendimentos ligados a elas, portanto, é uma forma de investimento.

Se você tem alguma previsão economia de cada mercado, pode reconhecer as tendências cambiais de cada moeda e as possíveis expectativas de alta delas.

A diversificação de investimentos a partir do tempo de aplicação

Essa é uma das formas mais consideráveis que se tem de montar uma carteira de investimentos diversificada.

Os diferentes tipos de aplicações também têm diferentes tempos de maturação. Umas são boas no longo prazo e outras no médio. Há títulos que tem tempo mínimo para resgate e outras não. E por aí vai.

Na hora de diversificar uma cesta é preciso considerar os ativos conforme seus prazos de vencimento e rendimento a fim de manter os bons resultados financeiros.

A diversificação de investimentos a partir de gestores

Os fundos contam com o apoio de gestores, por exemplo.

Mas, você também pode recorrer as carteiras recomendadas por corretoras de valores.

Nesses casos, os profissionais são altamente profissionais para indicar as melhores opções do mercado financeiro, garantindo resultados efetivos que sejam substanciais para o acumulo de patrimônio.

Carteira de investimentos diversificada – 7 coisas que você precisa saber
Reprodução: Google

Conclusão – o que é importante considerar em uma carteira de investimento diversificada?

Você tem que perceber que ainda há muito para aprender sobre como montar uma diversificação de investimentos pensando no seu perfil. Isto porque o mercado é volátil e você está vendo a Selic cair e a bolsa de valores subir – mas isso pode mudar.

O mais indicado é nunca deixar de estudar o mercado financeiro.

Conheça a si mesmo, partindo do diagnóstico financeiro, mas vá além e conheça também as formas de ganhar dinheiro na bolsa de valores – será que é possível investir dinheiro nela sem correr riscos de perda? Provavelmente, sim!

Nessa busca por informações, você vai aprender que até mesmo a caderneta da poupança pode ser perigosa se você não souber o que está fazendo.

Montar uma carteira de investimento diversificada é importante para proteger o patrimônio, mas lembre-se que essa também é uma ótima forma de ganhar dinheiro – e tudo vai depender do seu esforço de sempre querer aprender mais.

Bônus – como fazer o primeiro investimento financeiro

O primeiro passo que você deve tomar para começar a investir é abrir uma conta na corretora – isso se você ainda não abriu a sua conta.

O processo de abertura da conta é muito fácil é feito totalmente online: você vai precisar enviar alguns documentos digitalizados para a corretora.

Mas, fique tranquilo, tudo é feito de forma segura e não tem por que se preocupar.

Se você tiver algum problema em relação ao processo de abertura entre em contato com a sua corretora – eles normalmente são bem sólidos com relação a isso.

A partir do momento que você tem a sua conta na corretora você já pode transferir o dinheiro que você vai destinar aos seus investimentos.

Para você fazer isso você precisa fazer um TED em seu nome, com o número do banco específico da sua corretora e você terá uma conta própria com o seu número individual lá.

Também é um processo bem fácil de ser feito, com uma transferência feita por TED o dinheiro fica disponível rapidamente em alguns dias úteis.

Agora que você já tem o seu dinheiro na corretora, basta você escolher o investimento que você quer começa!

Avaliar o risco do investimento financeiro escolhido

Mas, temos que levar algumas coisas em conta.

Sendo as principais delas: o risco que você deseja tomar e qual é o seu objetivo com os investimentos para quem está começando a investir – eu recomendo que invista em algo conservador.

Os investimentos mais seguros são os feitos no Tesouro Direto, que são considerados os mais seguros do mercado.

Dentre os títulos de tesouro direto você tem três opções:

  • Tesouro Selic,
  • Tesouro Pré-Fixado e
  • Tesouro IPCA.

Escolher um dos três vai depender muito do seu objetivo.

Se você quer investir para comprar um carro daqui há 2 anos, o ideal é você investir no tesouro Selic porque ele é o titulo mais adequado para o curto prazo, você não corre o risco de perder dinheiro se você retirar o seu dinheiro antes do vencimento dele.

Se você deseja investir para longo prazo, o ideal é o Tesouro IPCA pois ele é o que mais vai te proteger da inflação.

Da redação, com informações do BTGPactual

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