Cartão de Crédito já tem juros altos e agora ainda terá o preço diferenciado… Entenda essa história!

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Para as entidades, o que vai acontecer é: os preços continuarão a ser os mesmos à vista, só que subirão para quem pagar no cartão.

Em dezembro passado foi editada uma Medida Provisória que dá liberdade aos comerciantes para cobrar valores diferentes para pagamento em dinheiro e em cartões. O motivo é devido à taxa cobrada nas transações realizadas pelas maquininhas. Na visão do Banco Central, essa medida é estimulante para a economia, já que a mesma aumentaria o consumo (com pagamento à vista, obviamente).

Para o Procon, a medida é abusiva e fere o artigo 39 do Código de Defesa do Consumidor. Na visão da consultora Cíntia Senna, a prática “sempre foi considerada uma excelente forma de economizar e poupar finanças”. Portanto, trata-se de uma maneira de isentar o consumidor das taxas dos valores dos produtos. Ainda na opinião dela, esse desconto é benéfico ao banco, que recebe as taxas pagas posteriormente.

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A opinião é compartilhada por Henrique Lian, da Proteste, que afirma que o resultado será um aumento de preços nessas transações feitas com cartão e dificultará a vida das pessoas porque os lojistas só anunciarão os preços para pagamentos em dinheiro, ao vivo. Ele também comenta sobre o risco de assaltos, já que as pessoas andarão com mais dinheiro do que o habitual.

Vale lembrar que a medida dá liberdade ao comerciante, ou seja, eles podem diferenciar os valores, se assim optaram. Esta aí uma ideia de vantagens que pode fazer a diferença entre os concorrentes: se um não entrar nesse “clima” e manter os “descontos”, com certeza, terá maior clientela.

“O que define preço é oferta e demanda. Se eu aumento os preços, mas meu concorrente não, eu perco mercado”, afirma Fabio Pina, da Federação do Comércio do Estado de São Paulo.

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Reprodução: Google
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Conforme informações do Banco Central, 42% dos pagamentos feitos em 2015 foram feitos com os cartões (débito e crédito), no valor de 1 trilhão de reais. No mesmo ano, os brasileiros sacaram 1,3 trilhão nos caixas eletrônicos. Debito automático representou 20% e as transferências foram de 36%.

Na opinião da Abecs, (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços), os cartões continuarão sendo a melhor opção para os consumidores.

Previsões

Conforme foi identificado pela Folha, com base nos comentários dos comerciantes, quem pagar com dinheiro vai ter um desconto de 5 a 10%. Para as entidades, o que vai acontecer é: os preços continuarão a ser os mesmos à vista, só que subirão para quem pagar no cartão.

Faz sentido o preço dos valores à vista caírem porque as operadoras de cartão ficam com um percentual da venda, e quando não usado, esse desconto iria direto para o consumidor.

Faz sentido o preço do cartão subirem porque os lojistas poderiam manter os valores atuais para pagamentos em dinheiro e aumentar para quem pagar no cartão.

Juros do Cartão de Crédito

Em acordo com a notícia acima, vale lembrar que o Brasil tem um dos cartões de créditos mais caros do mundo. Mesmo com a medida do atual presidente, Michel Temer, no final do ano passado, na qual reduziu os juros cobrados no cartão a partir do primeiro trimestre desse ano. A taxa chegava à 475% ao ano, de acordo com o Banco Central. Esse número representa um percentual de 200 pontos de aumento nos últimos 5 anos.

E para se ter uma ideia comparativa, outros países cobram valores bem mais baixos:

  • Peru (43,7%),
  • Argentina (43,29%),
  • Colômbia (30,45%),
  • Venezuela (29%),
  • Chile (24%),
  • México (23%).

Já comparando com outras opções, o cartão de crédito também é campeão:

  • Cheque Especial (329%),
  • Empréstimo Pessoal (161%),
  • Juros do Comércio (99%),
  • Crédito Automotivo (31%).

“Aqui no Brasil é praticamente impossível pagar o rotativo do Cartão. Mesmo sendo um crédito pré-aprovado, não deveria haver taxas tão abusivas”, afirma a economista da Proteste, Renata Pedro.

Reprodução: Google
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Como pode ser cobrado esse valor se a taxa Selic, que é a taxa básica de juros, está em 14% ao ano? Ninguém tem essa resposta! Mas buscamos alguns fatores que tentam explicar esse abuso ao consumidor brasileiro frente aos dos outros países. Clique e leia na íntegra.

E dividir a compra em dois cartões de crédito?

É cilada, Bino. Essa flexibilidade de pagamento que existe em lojas físicas permite dividir o valor de uma compra em dois cartões de crédito diferentes. Assim, também é possível parcelar em opções diferentes. Tudo conforme o desejo do consumidor. Mas, na prática, amiguinhos, isso faz com que o consumidor aumente o limite de crédito dele. E aí, aumenta o risco de super endividamento.

“Muito se fala em uso consciente do cartão de crédito. Mas deveríamos também falar sobre responsabilidade na concessão, ainda mais em um momento no qual o cartão de crédito é alvo de medidas como a que deve reduzir os juros pagos no crédito rotativo, cobrados quando o consumidor atrasa ou não quita o valor da fatura”, diz Ione Amorim, economista do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec).

Então, a dica que fica é: não se deve utilizar dois cartões no mesmo pagamento. “Como o consumidor está comprometendo mais do que 30% da renda, qualquer imprevisto pode provocar um grande descontrolo no orçamento. Ainda que não haja imprevistos, é necessária muita disciplina para acompanhar gastos em mais de um cartão, ainda mais se forem parceladas”.

Reprodução: Google
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O ideal – e super indicado – é quitar as compras já existentes no cartão para aumentar o limite de crédito disponível até que o valor seja suficiente para realizar a aquisição.

Cartão de Crédito – Ter ou não ter

Hoje em dia, com esse tipo de cartão, você pode comprar em qualquer lugar, a qualquer hora, em qualquer momento, situação ou país e, inclusive, através da internet. E na internet é assim: com um clique, você compra.

  1. Caso tenha guardado o cartão, mas não sabe onde e ainda tem o número dele, você compra também.
  2. Precisa abastecer o carro, mas hoje é dia de pagamento e os bancos estão lotados? “Passa no crédito”, você diz ao frentista.
  3. Quer fazer uma compra parcelada? O cartão de crédito te dá essa autonomia, sem precisar correr no banco para buscar folhas de cheques.

Mas todas essas situações acima, bem como todas as compras parceladas, devem ser feitas com controle. Vamos falar disso mais adiante.

Quanto às lojas físicas, praticamente todas, como farmácias e restaurantes, possuem as maquininhas que aceitam esse tipo de cartão. E com isso, você não precisa andar com dinheiro na carteira ou na bolsa. Essa é a maior facilidade.

Agora, veja o vídeo abaixo e tire as próprias conclusões:

Resumo da ópera

Se for para usar o Cartão de Crédito, faça isso sem entrar na armadilha da parcela mínima, ou seja, não comprem por impulso. Parem de viver em função do que os outros pensam. Viva com comodidade, mas sem a finalidade de ostentar.

“Nem tudo pode ser comprado”. Essa é uma das lições que as escolas deveriam ensinar aos alunos, fato que não acontece. A Educação Financeira ainda não é um ponto importante para os nossos alunos, segundo a visão das propostas educacionais.

“Dinheiro consignado não deve ser usado“. Também disso isso em outro artigo. E, para auxiliar a compreensão, usei o exemplo da pesca. Sabe quando você vai pescar e joga aquela linha para pegar o peixe? É a mesma coisa com os consignados. O Banco joga a linha para pegar você. Entenda isso: 5 Verdade para Enriquecer.

É nesse artigo também que falamos sobre a importância que você deve dar ao seu dinheiro. É preciso controlar o capital. Se não, nem se você ganhar 1 milhão de reais, você vai conseguir ter um bom futuro financeiro.

Com informações da Yahoo, Folha e Abril

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