Bolha financeira: entenda as 5 fases

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Bolha financeira, bolha especulativa, bolha econômica ou outros nomes – isso não importa. O fato é que todos os processos que são definidos dessas formas acabam resultando, como visto ao longo da história, em 5 grandes fases.

No Wikipédia, a tradução diz o seguinte: é uma situação na qual o valor de um ativo se desvia fortemente do valor intrínseco correspondente desse mesmo ativo.

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É uma situação onde os preços dos ativos parecem basear-se em uma visão distorcida sobre o futuro.

Hoje em dia, a bolha financeira é muito conhecida no setor imobiliário ou nas criptmoedas, que são moedas virtuais, tal qual o bitcoin.

Mas, antes de entender isso tudo na prática, precisamos entender na teoria e conhecer as fases da bolha financeira.

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O que é bolha financeira

Por ser difícil encontrar valores intrínsecos nos mercados reais, as bolhas são identificadas por meio de uma retrospectiva após uma queda brusca nos preços de um determinado ativo.

Essa queda, quando acontece, é chamada de quebra ou estouro da bolha.

E as fases, as quais vamos falar adiante, passam sempre pelo boom econômico e pela recessão do mercado, considerando ainda feedback positivo e negativo.

Isso vai determinar o preço de equilíbrio.

E, ainda nessa breve explicação, vale dizer que muitos analistas e economistas afirmam não existir a bolha financeira.

Sendo que as causas desses eventos nada mais são do que disputas entre compradores, vendedores e valores.

As 5 fases de uma bolha financeira

Se a gente pegar os exemplos de bolhas financeiras, conseguimos identificar alguns pontos em comum acordo.

E isso porque é sempre mais fácil identifica-la depois que ela passa e chega ao fim.

Provavelmente, você vai ver essas situações atuais e comparar com outras bolhas que vão surgir no futuro – porque mudam os ativos.

Mas, a história vai mais ou menos repetindo de forma muito semelhante!

Talvez, com um componente um pouco maior de velocidade, considerando que atualmente o mundo é globalizado, rápido, dinâmico.

E fica cada vez mais fácil investir em ativos que estão fora das nossas fronteiras.

1 – Descolamento

A primeira fase é conhecida como deslocamento.

Nessa fase há algumas poucas pessoas que quase sempre estão por dentro daquela inovação tecnológica ou daquela novidade de mercado.

E começam a alocar parte dos seus investimentos naquilo esperando bons retornos.

Aqui, nessa altura, nunca é possível saber quando vai acontecer uma bolha financeira ou não.

Nessa fase, o deslocamento tem a ver com as subidas desse tipo de investimento – que pode ser qualquer tipo de investimento [como imóveis ou bitcoins].

O mais importante aqui é notar que na maior parte das vezes trata-se de uma novidade.

Mas, mais importante que a novidade é considerar o preço dos ativos, dos bens e as possíveis valorizações dele.

Elas valorizações modestas, que sempre ficam acompanhando mais ou menos a média do mercado.

Nunca é nada tão exagerado que pode representar uma bolha financeira.

Então, foi isso que aconteceu na Bolha das Tulipas Holandesas, por exemplo, que é uma das primeiras bolhas identificáveis na história da humanidade e do mercado financeiro.

Quando a tulipa chegou à história foi uma novidade tremenda.

Algumas pessoas começaram a investir naquilo, exatamente como aconteceu com o telégrafo nos Estados Unidos, com as estradas de ferro e depois em ações da bolsa de valores!

Em todas, de maneira geral, essa questão é considerada a questão do deslocamento.

Só que essa valorização sempre começa de maneira modesta e vai se tornando mais expressiva com o passar do tempo e também com a disseminação daquela novidade.

2 – Boom

Então, considerando a novidade e o preço do ativo (não tão alto), sabemos que acontece uma valorização espontânea e bem suave.

Com isso em mente, a gente entra na segunda fase da bolha financeira que seria o boom!

E acontece quando a gente fica sabendo ainda mais dessa novidade.

Isso tem a ver com o Smart Money (dinheiro esperto)!

Ele começa a entrar aos poucos no mercado, então os investidores mais carimbados vê aquilo como uma oportunidade interessante e alocam suas aplicações com quantias representativas!

Esses recursos aplicados vão fazendo com que os preços continuem a subir cada vez mais.

Então, isso é importante observar: com a adição de recursos os preços continuam a subir, ok?

Nessa fase, a gente já vê as valorizações acima do que o mercado vê em ativos mais consagrados.

É como se ele se tornasse “aquele ativo que vale a pena”, entende?

Geralmente, o boom acontece e alavancam esses novos ativos, ultrapassando os antigos, que são aqueles ativos que já está há muito tempo sendo negociados.

E, com o passar da fase do bom, esses ativos vão entrando cada vez mais no mercado, com mais pessoas investindo neles.

3 – Euforia

Continuando a visão acima: com mais gente investindo, mais esse ativo ganha valorização de mercado também. Até chegarmos à fase da euforia.

Na real, a gente vai chegar à terceira fase de uma bolha financeira [da euforia], sendo que à diferença entre o boom e a euforia é que no boom os preços estão subindo mais rápido!

Então, o boom sugere aquilo que é rápido, de uma vez, uma explosão mesmo.

O boom também aceita correções que podem durar alguns dias ou até umas semanas para só depois os preços voltarem a se corrigir.

Na euforia, não é bem assim: os preços sobem também e as correções também são rápidas, muitas vezes duram poucos dias.

E acontecem dentro de um dia de queda expressiva!

A euforia do mercado sempre tem a ver com um boom bastante rápido, entende isso?

Eles acontecem logo depois da queda e são acompanhadas de subidas mais expressivas ainda!

E isso acontece porque as pessoas têm a percepção de que aquilo é uma grande oportunidade porque o ativo não para de subir de preço.

Consegue entender isso?

Bom, basicamente, a euforia é uma fase do boom!

E se a gente pegar um gráfico, a gente vai conseguir observar que esse desenho é quase vertical em certos pontos.

Você vê o preço subindo muito, mas muito rapidamente e atingindo patamares muito além daqueles que as pessoas inicialmente imaginaram, tá?

Você se lembra daquelas primeiras pessoas que investiram na fase do deslocamento, no início do boom?

Então, mesmo eles, nunca poderiam imaginar que o ativo ia alcançar tais patamares.

E aqui vale um detalhe importantíssimo: e muitos já estão fora do mercado nessa hora porque já identificaram que os preços estão se descolando da sua “realidade”.

E aí em certo momento a gente vai entrar na quarta fase!

4 – Realização

É a fase da realização e também acontece durante o boom e a euforia!

A gente teve quedas nos preços com pessoas vendendo, fazendo alguma realização parcial, mas nunca que afetaram a tendência.

O momento da quarta fase é uma realização que ela vem e permanece durante mais tempo afetando aquela tendência de subida que até então parecia ininterrupta.

É o que os analistas chamam de subida mais lenta, ok?

Nessa fase, os preços costumam dar uma estabilizada em patamares mais baixos.

E aquelas pessoas que entravam sempre no automático acham que aquilo é uma grande oportunidade…

E entram de cara no mercado, mas se frustram porque os preços não continuam a subir indefinidamente.

Eles ficam com o dinheiro parado lá esperando que o preço volte a subir como era antes na fase da euforia.

Afinal, sempre subiu, não é?

Só que é preciso muita cautela!

Porque isso muitas vezes pode não acontecer e pode até cair! – o que será desvantajoso para esses últimos investidores, que não entenderam esse mercado da forma certa.

Os patamares podem descer ainda mais o que pode acarretar à entrada da quinta fase de uma bolha financeira.

Que é a fase onde as pessoas perdem mais recursos, que é conhecida como depressão.

5 – Depressão

Essa frase vai sempre se iniciar com uma queda nos preços e que vai ficando cada vez mais rápida, também – exatamente como acontece em uma montanha russa.

Isso porque como aquele ativo já tinha tido uma valorização muito grande e estava com preços muito altos.

E, agora, com cada vez mais gente entrando no mercado, entendendo o mercado e aquele negócio, na hora que os preços comecem a cair com certa velocidade às pessoas se desesperam!

Elas são tomadas por efeito, pela emoção.

E uma análise começa a fazer o que todo está fazendo: vendendo aqueles ativos por preços cada vez mais baixos, uma vez que ninguém está entrando no mercado e todo mundo quer sair.

Esse “efeito manada” é o que gera a depressão na bolha financeira!

Com poucos compradores e muitos vendedores o preço vai caindo, parece óbvio, né?

Mas, ele vai caindo, caindo, caindo até que muitas vezes pode chegar a patamares tão baixos como no começo daquela primeira fase de deslocamento!

E nessa hora a gente vê destruições de valores incríveis de pessoas que entraram no final da fase de euforia e ficam durante a realização acreditando que o negócio ia voltar a subir, mas não, o negócio só caiu!

E esses investidores só dão conta de que não vai voltar quando os preços estão praticamente nas mínimas.

E nessa hora eles decidem sair do mercado absorvendo um prejuízo gigantesco e ficam traumatizados com aquilo.

O resultado? Acabam generalizando essa bolha financeira ou especulativa para todos os ativos de renda variável.

E não se assuste porque isso aconteceu ao longo de toda a história. É comum!

E, aliás, isso explica porque muita gente perde dinheiro na renda variável, na bolsa de valores, com ações, nos fundos imobiliários e em vários investimentos financeiros, especialmente de alto risco.

Então, cuidado com as bolhas financeiras!

Então, essas bolhas financeiras vão tirar muita gente do mercado e nunca mais vai voltar!

Isso é fato, é história, sempre aconteceu e vai acontecer.

Só que quando mais educadas as pessoas tiverem, menos isso vai ser comum.

E menos gente vai ficar falando mal de renda variável.

E essas cinco fases aconteceram durante toda a história e elas vão voltar acontecer.

Talvez esteja acontecendo agora em outros ativos, inclusive.

O que se fala no momento é que sempre que a gente toca no assunto se vai haver uma bolha ou se já está havendo uma bolha… As pessoas se assustam!

Só que detalhe: isso não vai ser identificado agora, só vai ser identificado depois que passar.

Então, não dá para analisar agora e ter certeza se está em uma fase de realização ou se a gente está ainda no boom.

Isso porque é um ativo muito novo, mas depois que acontecer facilmente a gente vai conseguir identificar os períodos do deslocamento, do boom, da euforia, da realização e da depressão.

Mas, no momento a gente não tem como identificar isso, não é tão simples assim identificar uma fase da outra.

Porém, há maneiras de entender o mercado e conseguir identificar algumas oportunidades. Isso é possível através de alguns indicadores financeiros.

Bolha financeira

A importância dos indicadores financeiros

Esses índices financeiros servem para acompanhar o desempenho de toda economia. Por que é bom? Porque permite aos investidores avaliar a saúde dos seus negócios.

Você não pode saber se uma empresa está indo bem, se não tiver um número para compará-la – e é exatamente para isso que servem os indicadores da economia.

As empresas participam disso divulgando demonstrativos financeiros periodicamente.

A partir desses números, é possível avaliar quais foram os pontos fortes e fracos da gestão e estratégia empresarial da organização.

Se houver erros, tem que haver correção.

Mas, claro que essa planilha cheia de números vai conseguir apontar todos os caminhos certos que o gestor precisará seguir.

Os relatórios são apenas uma parte do todo.

É como se fosse a matéria-prima a ser lapidada.

Estes estudos, para serem completos, precisam ser calculados com base em demonstrativos, que são os indicadores financeiros das companhias – e acredite: são muitos.

De forma geral, eles são organizados em grupos, conforme a origem.

Nós fizemos uma pesquisa e selecionamos os principais deles, que foram organizados por ordem alfabética e se misturam com os índices usados pelo governo também – e não apenas pelas empresas.

Fizemos uma lista com os 20 principais, leia aqui.

Bônus – conheça mais do mercado financeiro assistindo séries

Afinal de contas, entender a economia, as finanças, os investimentos requer estudo e isso pode ser feito de forma simples, com essas séries.

É mais ou menos como dizem: “unir o útil ao agradável” porque essas representações são verdadeiros momentos de lazer, mas sem deixar de lado conteúdos importantes para o seu conhecimento sobre o tem.

Billions (2016) / DISPONÍVEL NO NETFLIX

Criada nos Estados Unidos é considerada um Drama.

É uma das favoritas de quem gosta de falar sobre o dinheiro e o mercado financeiro, além, obviamente das disputas jurídicas.

O foco é um conflito entre Bobby Axelrod (um bilionário dono de uma empresa de investimentos) e Chuck Rhoades (promotor de Nova York que investiga as movimentações do empresário).

A batalha se traça no meio jurídico, mas fala abertamente sobre fundos de investimentos, informações privilegiadas e o mercado acionário.

Ao todo são 36 episódios (de aproximadamente 42 minutos) distribuídos em 3 temporadas. A série foi criada por Andrew Ross Sorkin, Brian Koppelman, David Levien.

E tem atores como Paul Giamatti, Damian Lewis e Maggie Siff.

House Of Cards (2013) / DISPONÍVEL NO NETFLIX

A série também foi criada nos Estados Unidos, mas não tem gênero definido – talvez porque esteja dedicada a falar sobre a política.

No entanto, ela também é importante para se entender como decisões de gabinetes podem influenciar a economia como um todo.

Na história, Frank Underwood começa o programa como um deputado com altas ambições.

Aos poucos, por meio de ações ilícitas e criminosas, consegue chegar à Presidência dos Estados Unidos.

A série retrata todas as movimentações de bastidores e as maquinações do personagem para conseguir o que almeja.

Ao todo são 65 episódios distribuídos em 5 temporadas. E a série foi criada por Beau Willimon, Frank Pugliese e Melissa James Gibson.

Tem como atores Kevin Spacey, Robin Wirght e Michael Kelly.

Essa foi a 1ª série produzida pelo Netflix e que conseguiu receber indicações ao Emmy.

Além disso, na primeira série dirigida por David Fincher, ele atuou como produtor executivo e imaginou que o projeto sairia desde 2008, quando seu agente mostrou a versão original, na Inglaterra.

Suits (2011) / DISPONÍVEL NO NETFLIX

Foi feita nos Estados Unidos e tem um gênero mais voltado para a comédia, ainda que tenha um intuito de mostrar o crime, já que fala de advogados.

Obviamente que fala também do Mercado Financeiro.

Harvey Specter é um sócio de uma das principais empresas de Nova York e carrega a fama de nunca perder um único processo.

No enredo, ele contrata um jovem gênio, Mike Ross, que não cursou a faculdade de Direito.

Os dois, juntos, formam uma dupla que resolve todos os problemas dos clientes por meio da artimanha jurídica.

A questão financeira aparece no escritório de Specter, já que ele trabalha apenas com clientes corporativos: grandes empresas, bancos, investidores e startups.

Os advogados cuidam desses interesses econômicos e dos investimentos, portanto, não é raro um episódio que não se revela uma aula de finanças.

Ao todo são 108 episódios distribuídos em 6 temporadas. Foi dirigida por Aaron Korsh e tem atores como Patrick J. Adams, Gabriel Macht e Meghan Markle.

Canal BuddyTV elegeou essa como a 2ª melhor série de TV de 2011, perdendo apenas para Game of Thrones.

O Sócio

É um programa comandado por Marcus Lemonis, um empresário bem-sucedido que ajuda empreendimentos com dificuldades a se recuperarem.

Em busca de oportunidades de investimento, ele empresta sua experiência e conhecimento de mercado para resolver os problemas de cada empresa.

Lemonis coloca seu dinheiro nesses negócios à beira da falência e reorganiza os processo para obter lucro. A série, na verdade, é um reality show exibido pelo History Chanel.

Silicon Valley (2014)

É uma série americana de comédia e foi criada por Mike Judge, John Altschuler, Dave Krinsky e Alec Berg. Tem protagonismos de Thomas Middleditch, T. J. Miller e Josh Brener.

A série é exibida pela HBO e mostra um grupo de jovens programadores que moram no Vale do Silício, uma região de grandes empresas de tecnologia.

O moto do show é a busca pelo sucesso – criar um aplicativo perfeito e mais baixado.

Nesse momento, fala-se muito em finanças, que é importante para entender como tudo funciona, inclusive, o mercado de startups. Entre os pedidos de aportes e as negociações de venda em um negocio promissor, o seriado mostra a economia e como ela dita os rumos do mercado com marca e rapidez.

A série é composta de 238 episódios distribuídos em 5 temporadas.

O que poucos sabem é que a história é inspirada na vida de Mike Judge, o próprio criador da série, que foi um engenheiro do Vale do Silício no final da década de 80.

Com informações do Youtube

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