10 armadilhas financeiras e como evitá-las rapidamente

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Muitas vezes agimos por impulso, ainda mais quando ouvimos expressões como “dinheiro rápido” ou “dinheiro fácil”. Só que isso pode resultar em um verdadeiro estrago financeiro, levando em conta que o mercado financeiro dispõe muitas armadilhas financeiras.

“Se você acha o preço abusivo, não compre só porque acha que amanhã ele ficará mais caro. Uma hora a lógica vai se romper”, alerta Samy Dana, da Fundação Getúlio Vargas.

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Para saber se está fazendo a coisa certa, é preciso analisar alguns fatos.

Um exemplo bem clássico disso é quando um amigo te convida para se associar a um negócio, que será totalmente vantajoso em pouco tempo.

Em outras palavras, a oportunidade de dará a consequência de poder trocar de carro ou mesmo comprar uma casa.

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Esse convite se parece irrecusável? Cuidado, pode se tratar de uma pirâmide financeira, que é uma forma totalmente ilegal de ganhar dinheiro. Nós separamos essa e outras armadilhas para você ficar esperto e não perder dinheiro, leia!

“Um dos elementos que sustentam esquemas assim é a ganância, a busca por uma recompensa grande por meio de um esforço pequeno”, diz Daniel Martins, que é psiquiatra do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas.

Confira as principais armadilhas financeiras.

1 – O Cartão de Crédito

Ele costuma ser o maior vilão das finanças pessoais, sendo o principal responsável pelas dívidas dos brasileiros. É fácil encontrar pessoas que entraram no rotativo do cartão de crédito, considerando que os juros ultrapassam os 300% de juros.

O ideal é evitar as compras parceladas. Porque a lógica é simples: as pessoas usam o cartão de crédito quanto não tem o valor total para pagar uma conta. Oras, quem garante que no futuro esse dinheiro vai existir?

O mais recomendável é fazer as compras com pagamentos a vista. Além de tudo, isso dá um maior poder de compra, sendo possível conseguir descontos – o que é ótimo.

2 – A Pirâmide Financeira

Nesse caso, a empresa procura pessoas que precisam vender produtos e recrutar novos associados. O ganho acontece quando alguém entra nesse esquema de recrutamento.

Como ele beneficia quem entrou primeiro, então, é considerado ilegal, deixando de lado a venda do produto, que deixa de ser o foco principal. O resultado ruim acontece quando em algum momento não entra novos associados e a corrente perde o elo.

3 – Os Pequenos Gastos

Os pequenos gastos são bem diferentes do cartão de crédito porque eles são totalmente silenciosos, já que são desprezados pela maior parte das pessoas.

Afinal, se você tomar um cafezinho na rua todos os dias, e gastar 5 reais, que diferença isso fará? Mas, acredite, faz muita diferença: 5 reais por dia, dá 150 no mês e mais de 1,5 mil reais no ano… É ou não um bom dinheiro?

Uma boa dica é ter uma planilha de gastos, onde tudo deve ser anotado – até mesmo os cafezinhos, as balas, doces… Tudo mesmo. Só fazendo isso você vai notar a importância desses “pequenos gastos”.

4 – Os Financiamentos Imobiliários e de Carros

O financiamento também é um vilão do orçamento porque as pessoas costumam desacreditar que ele pode influenciar negativamente no bolso – o ideal é juntar dinheiro para comprar a vista.

Ainda que os bancos restringem que as parcelas nunca ultrapassem 30% da renda mensal de uma família, isso não quer dizer muita coisa se considerarmos os outros gastos, como o condomínio, água, luz, entre outros.

Com os novos programas do governo, os juros de alguns financiamentos ficaram mais baixos, como o Minha Casa Minha Vida, só que isso não significa que a modalidade seja vantajosa, do ponto de vista financeiro.

Sempre pense e repensem sobre a necessidade de fazer um financiamento.

5 – Os Títulos de Capitalização

Engane-se quem acha que esses títulos são investimentos financeiros – ele nada mais é do que um produto bancário que une dinheiro com a sorte, em jogos de loteria. Em um primeiro momento isso parece bom, mas na hora do resgate está uma decepção enorme.

Além de todos os descontos feitos pelo banco, os valores que são depositados têm rendimentos iguais ou menores do que os da poupança – tornando-se quase nula.

“O titulo de capitalização é um jogo. O cliente coloca 1 mil reais e daqui a cinco anos ele resgata o mesmo valor e perde poder de compra por causa da inflação, que não é corrigida”, diz André Massaro.

6 – As Taxas Indevidas

Além dos financiamentos não serem recomendados, saiba que eles são os mais reclamados em termos de taxas cobradas indevidamente. Mas isso também pode acontecer em cartões de crédito, débito, conta corrente ou qualquer outro produto bancário.

Confira alguns nomes: Tarifa de Abertura de Crédito (TAC), taxa de registro de contrato, tarifa de avaliação de bens, tarifa de boleto bancário, serviços de terceiros, seguros… Tudo isso são taxas que muitas vezes são cobradas sem que tenha necessidade.

“Essas taxas são ilegais porque cobram um valor por um serviço não prestado ou cobram duas vezes a mesma coisa”, diz a advogada da Proteste.

Quando o banco se nega a cancelar tais taxas, o consumidor pode enviar uma notificação ao Banco Central, e em um último caso, entrar com uma ação no tribunal de pequenas causas.

7 – Ofertas com taxa zero de juro

Isso não existe!

Esse é apenas um chamativo para atrair os clientes porque, na verdade, toda compra a prazo tem juros, uma vez que essa instituição paga juros para a captação de recursos no mercado financeiro e repassa o dinheiro em forma de empréstimo.

Por isso, mesmo com juros embutidos, eles sempre estarão presentes nos financiamentos.

“É a mesma coisa que chegar ao supermercado e ter uma oferta de um sabão a 1 real e quando ele passa o produto no caixa, o valor sobre para 1,20 reais. O consumidor pode exigir o pagamento pelo valor de 1 real porque sempre que há uma oferta ela precisa ser vinculada ao pagamento final”, diz Tatiana Queiroz, da Proteste.

8 – a Venda Casada

As vendas casadas são totalmente proibidas. Quando o cliente compra um produto ou contrata um serviço e é obrigado a pagar por outro produto também, o ideal é procurar uma associação de defesa do consumidor.

O mesmo vale para os bancos, que oferecem a liberação do crédito a partir do momento em que o cliente compre um seguro, por exemplo – isso não pode acontecer, ok?

Existe uma série de exemplos sobre vendas casadas no mercado atual: internet, material escolar, cinema, entre outros.

9 – A publicidade que distorcem as análises

Os menos atentos costumam cair nessas armadilhas. É só o banco dizer que tem um novo investimento, que super sofisticado e que garante ganhos acima da média, que o cliente vai correndo querer comprar sua parcela dessa opção.

Na linguagem da comunicação e no dito popular, as pessoas chamam isso de “canto da sereia”.

O ideal é sempre ter embasamento para aceitar ou não o que está dito nas propagandas.

10 – A comissão dos bancos e das comissões

No mercado financeiro, os vendedores dos produtos ganham comissão por essa venda, exatamente como acontece em lojas de shopping.

Em principio, não há problemas nisso, só que é preciso estar alerta ao jogo de interesses que existem nas indicações para os clientes.

Por exemplo, nem sempre a recomendação do gerente do banco será recomendável. Por ter comissão, ele quer ganhar dinheiro, sabia disso? Então, não vai interessar muito se você está tendo um bom produto, e sim o fato dele ganhar uma boa comissão.

O ideal é estar atento para não correr riscos desnecessários.

Com informações da UOL e IG

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