O André Fogaça da Guiainvest falou sobre seus próprios investimentos

O André Fogaça da Guiainvest ficou conhecido assim. Afinal, esse é um site voltado para as finanças pessoais que fez e faz muito sucesso no país. Mas, o que pouca gente sabe é que o André começou a investir em ações em 2004 e a partir disso se tornou educador financeiro.

Por isso, se você gosta, quer ou pretende estudar ações um dia, com certeza, vai ouvir falar dele. Em termos de formação acadêmica, ele é formado em administração de empresas e pós-graduado em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Além do mais, ele é credenciado pela Comissão de Valores Mobiliários, o que quer dizer que pode administrar carteiras de ativos ou ser consultor de valores mobiliários, também. Só que além da parte teórica, Fogaça é visto como referencial no assunto dos investimentos.

Qual é a filosofia de investimentos do Fogaça?

Primeiramente, considere que esse investidor é considerado “pé no chão”. Ou seja, não é um daqueles que tem perfis super agressivos. Logo, ele mesmo conclui a ideia dizendo que “tem ativos alinhado com o que ele pensa”.

Sendo assim, ele mesmo não se envolve com alguns dos próprios investimentos. Por isso, a sugestão dele é sobre ter uma carteira de investimentos simples e que seja focada no longo prazo também. Assim, tem uma ideia parecida com a do André Bona, que falamos mais cedo.

Um bom exemplo disso está na fala dele, que diz que “não vale a pena complicar demais para ganhar 102% do CDI do que 100% do CDI. Definitivamente, não é isso que vai mudar a minha vida. O que vai mudar são os investimentos que faço para ter minha liberdade”.

Ah, só que o grande segredo dele e dos investimentos está no quanto se investe. Assim, André Fogaça garante que vive apenas com 60% de tudo o que ganha. O restante ele investe e investe mensalmente, todos os dias, religiosamente.

Qual é a carteira de investimentos do Fogaça?

Mais um ponto importante sobre o que pensa o André Fogaça da Guiainvest é sobre a carteira de ativos. Assim, ele diz que a divisão é feita em 3 partes, sendo: a reserva de emergência, as recompensas e a liberdade financeira.

Obviamente, você já deve ter imaginado o que tudo isso quer dizer, certo? Considere que 40% de tudo o que ele ganha vai para investimentos. Assim, ele divide esses 40% da seguinte forma: 25% é para a liberdade financeira e 15% é para a reserva ou para as recompensas.

O que vai mudar é o seguinte: se ele já tem a reserva financeira completa, então, os 15% vai para as recompensas. Se a reserva não está montada, então, ele aplica nela os 15%. E se você tem dúvida sobre onde ele investe para isso, ele diz que é “renda fixa risco zero”.

Ou seja, estamos falando do Tesouro Selic por “simplicidade” e “segurança”, como ele diz. Ah, e quando ele sabe que atingiu toda a reserva? Quando ele tem o equivalente a 6 meses dos gastos mensais, o que inclui o custo básico de vida e mais o conforto também.

O pote das recompensas e da liberdade

Esse pote pode ser o que mais traz dúvidas para as pessoas. Mas, saiba que nada mais é do que as compras, as viagens e tudo mais o que pode ser visto como “mimo” para o investidor. Nesse caso, para isso, ele também usa a técnica da simplicidade e da segurança.

Assim, investe também no Tesouro Selic.

Por último, temos a liberdade financeira. Nesse caso, a situação é um pouco diferente. Aliás, a divisão é diferente. Fogaça diz que aplica até 75% em ações, depois 10% em FIIs (fundos de investimentos imobiliários) e o restante (15%) em Tesouro IPCA+ para o longo prazo.

A consideração a se fazer é que esse é um pote que só cresce. Assim, ele nunca faz o resgate desse pote. Ao menos, até atingir o objetivo, que é o mais longo de todos.

Resumo da ópera

Só para concluir e contextualizar tudo o que falamos acima sobre o André Fogaça da Guiainvest, considere os principais investimentos citados. Lembrando que essas informações são de 2 anos atrás e, durante a pandemia, algumas proporções podem ter se alterado.

André Fogaça da Guiainvest

O André usa uma boa parte dos recursos no Tesouro Direto. Sendo assim, o Tesouro Selic é rei na reserva financeira e também nos objetivos de médio prazo. Depois, o Tesouro IPCA+ tem papel coadjuvante na liberdade financeira.

Mas, também podemos falar que para esse objetivo da liberdade, os papéis mais importantes são ações da bolsa e os fundos de investimentos imobiliários, que também são negociados lá.

Sobre as ações

Um último tópico bacana aqui é sobre as ações. Fogaça começou a investir nelas há bastante tempo. Por isso, hoje se vê com certa experiência. Assim, diz que usa a análise fundamentalista para investir nas melhores empresas para ele.

Tanto é que o site dele, o Guiainvest, tem uma ferramenta que permite esse tipo de análise. Sendo assim, ele comenta que usa como prioridade pontos como: Retorno sobre Investimento, ações Ordinárias, lucros dos últimos 5 anos, distribuição de dividendos e endividamento.

E se você quiser saber mais sobre o André pensa, saiba que ele cedeu uma entrevista ao Thiago Nigro, do Primo Rico. O vídeo está no Youtube e você pode ver abaixo:

O vídeo é de 2018 e alcançou mais de 70 mil visualizações. Inclusive, no resumo do vídeo, o Thiago escreveu: “A carteira pode ser resumida em 3 principais investimentos: Tesouro Direto, Ações da Bolsa de Valores e os FIIs”.