5 passos fundamentais para poupar dinheiro e fazer os seus sonhos saírem do papel

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O dinheiro e o que fazer com ele é uma das questões que mais “assombram” os pensamentos dos brasileiros no começo de cada ano. Para aqueles que têm dificuldades em organizar o próprio orçamento financeiro e que não conseguem sair das dívidas, a melhor opção é adotar uma postura diferente em relação às finanças. E o primeiro passo para isso é investir tempo na educação financeira.

“Educação Financeira é um campo muito amplo, mas se formos defini-la em poucas palavras, podemos dizer que ela se resume em boas práticas”, comenta o professor de finanças do Insper, Ricardo Rocha. Assim, sendo, com informações do Jornal Nexo, separamos as melhores estratégias para te auxiliar na sua nova postura financeira. Entende cada uma delas!

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1 – Dinheiro: Quanto vem, quanto vai, de onde e para onde vai

Como quando estamos doentes, precisamos identificar, antes de qualquer coisa, a causa. Os remédios anti-inflamatórios, por exemplo, tratam a dor e não a causa. O efeito é paliativo, ou seja, passageiro, mas quando outro remédio, para a causa, é ingerido em conjunto, a saúde do paciente pode voltar a ser boa.

Para o setor financeiro, vale a mesma regra: não adianta ir usando o cartão de crédito, cheque especial e empréstimo, se não forem identificados os gastos. “Para onde está indo o dinheiro?”, essa é a primeira pergunta que deve ser feita. Para obtermos uma resposta adequada, precisamos listar as despesas e as receitas, didaticamente.

Esse é o ponto. E, pelo menos por enquanto, não vamos detalhar como fazer isso, mas você pode aprender muito com um artigo que temos no nosso blog e que fala exatamente sobre uma técnica utilizada para registrar os gastos. É a técnica do envelope que está repercutindo muito em outros portais. Descubra como ela e por que funciona, de fato.

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Reprodução: Google
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Depois de ler o artigo citado acima, vale informar também que existem categorias para essas despesas, tais como as fixas, variáveis, extras e adicionais. Vamos explicar cada uma:

Fixas – Aquelas que, se nada de muito mágico acontecer, continuaram tendo o mesmo valor do mês anterior. São gastos como prestação da casa, do carro, condomínio, transporte, saúde, educação e outros infinitos impostos governamentais.

Variáveis – Aquelas que têm todos os meses, também, mas que tem os valores variáveis, que pode subir (o que acontece na maioria das vezes) ou cair (que quase nunca acontecem). Aqui, podemos exemplificar com gastos domésticos, como conta de luz, água, telefone, internet e alimentação.

Extras – Aquelas onde ficam os gastos não previstos e que normalmente se tornam inevitáveis, entre eles, uma consulta médica particular, o conserto do carro ou a reforma da casa.

Adicionais – Todos aqueles gastos dispensáveis, ou seja, que podem ser evitados. São eles: viagens, cinema, restaurantes, presentes, roupas, e outros.

Dicas interessantes para você economizar dinheiro

Para te auxiliar com essas contas, nós separamos algumas ações que podem te fazer economizar um bom dinheiro e assim, conseguir investir no seu futuro. Sobre isso, vamos falar no decorrer do texto, mas para agora, confira essas dicas e poupe dinheiro.

Aprender a ser autossuficiente. Se o seu objetivo é poupar dinheiro, comece tendo um estilo de vida mais barato. Deixe de lado alguns pequenos gastos que podem parecer ingênuos, mas que fazem toda a diferença. Como por exemplo, o de serviços. Ao invés de chamar o táxi, vá de pé, bicicleta ou ônibus, sempre que possível. Ao invés de comer naquele restaurante famoso do reconhecido chef de cozinha, faça a sua própria receita.

Com referência aos serviços, a dica principal é: aprender a fazer sozinho aquilo que você paga para outras pessoas fazerem por você. Vale inclusive reformar o jardim, pintar as paredes, reformar móveis e roupas, fazer as unhas, entre outras. Sem desvalorizar o profissional do outro lado, mas, agora, você precisa economizar dinheiro, certo?

Escolher os hábitos econômicos favoritos. Tenha em mente hábitos do qual você gosta e dê preferência para aqueles que não tenham gastos, ou se tiverem que sejam baixos, bem baixos. Por exemplo, a caminhada. Além de ser um ótimo exercício físico, você só vai gastar a sola do sapato (ou do tênis, provavelmente).

Outra opção é escolher entre pesquisar preços no supermercado e fazer a própria comida. Tem quem goste de um e quem goste de outro. Foque naquilo que te dá mais prazer. Encontre o seu estilo, afinal, ter uma vida econômica não significa levar uma vida sem graça demais. Na real, administrar o dinheiro é uma prática de inteligência.

Analisar o motivo da compra. Não é barato pagar a metade do preço de um produto se você não precisa dele. Essa é a lição principal. Antes de comprar algo, o que quer que seja, verifique se está comprando por impulso, desejo ou se é porque a promoção é boa. Defina se aquela compra é realmente importante e necessária para a sua vida.

Reprodução: Google
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Vamos facilitar: você vê uma carteira que está em promoção. É uma carteira de marca famosa, que está em promoção, valendo a metade do preço original. As perguntas que devem ser feitas são: Você acha que sua carteira precisa ser trocada? Você realmente usa carteiras? Você já não tem alguma carteira de reserva em casa? Essas análises conscientes nos ajuda a não comprar desnecessariamente.

Rever os gastos com tranquilidade. No começo é muito difícil ser radical e querer cortar todos os gastos. Nada acontece da noite para o dia. E não espere que essas medidas sejam definitivas. Mesmo aqueles que conseguem lidar com cortes bruscos, a maioria vai precisar de um tempinho para a mudança, então, reduza, primeiro, os gastos menores.

2 – Prioridade: pagar dívida, viajar ou comprar uma casa?

Todos os tópicos que estão sendo escritos são importantes, mas não precisam ser seguidos em ordem. Esse tópico, por exemplo, apesar de estar aqui, pode ser um dos primeiros a ser aceito. Aliás, não adianta você sair cortando os excessos financeiros e economizar tudo o que puder, se não tiver objetivos traçados.

Quando você define um “prêmio” pelo seu esforço, você cria uma habilidade de perseverança para conquista-lo. É como no futebol, nenhum time iria querer sair-se vitorioso do campeonato, se não fosse para conquistar o troféu, dinheiro e fama. Aliás, tem muitas coisas do mercado financeiro que podemos aprender com o futebol. Saiba quais.

5 ligações entre o Futebol e o Mercado de Ações: incluindo, dicas do Presidente do Palmeiras sobre como Investir Dinheiro

Sem considerarmos a inflação e a taxa Selic, podemos supor alguns objetivos para que você entenda sobre o que estamos falando.

  • Casa – Para comprar uma casa no valor de 300 mil reais em 20 anos, você teria que poupar pouco mais de 1,2 mil reais por mês,
  • Viagem – Para uma viagem de fim de ano daqui há 3 anos, no valor de 10 mil reais, seria necessário uma economia de 278 reais mensais,
  • Bicicleta – Para adquirir uma bicicleta de 1 mil reais em 6 meses, seria necessário juntar 167 reais mensalmente.

Com essas suposições e caso você se envolve nelas, você precisaria poupar 1,7 mil reais por mês, no mínimo. Isso pode parecer muito difícil, mas se suas metas foram bem definidas, o trabalho árduo vai resultar em bons frutos.

O X da questão é que: se você já está no vermelho – o que é visto em 60 milhões de brasileiros – alguns dos seus objetivos, principalmente os mais curtos, devem estar voltados para a inversão desse quadro. Por exemplo, ao invés de uma viagem, no valor de 10 mil reais em 3 anos, você teria que definir o “sair das dívidas” no lugar. Agora, se você está no verdinho, fique a vontade para escolher seus destinos.

3 – Educação Financeira: de frente para o orçamento

Analise todas as suas faturas mensais. As do cartão de crédito, por exemplo, são fáceis de serem seguidas, afinal, hoje existem aplicativos e acessos que permitem isso. Já aquelas pagas com dinheiro vivo precisam ser anotadas em um papel e se você ainda não faz isso, precisa começar a fazer. É muito importante que você sabe o quanto está gastando e onde. Esse monitoramento fará você alcançar as suas metas no prazo certo.

Mês a mês consulte os valores. Descubra o que mudou de um mês para outro e veja quais foram os resultados. Se os gastos estão maiores do que a receita, algo está muito errado e é necessário que você tenha atitude. Antes de começar a criar uma bola de neve, reajuste o seu orçamento e isso quer dizer: cortar gastos, diminuir a lista de despesas e buscar novas fontes de receitas.

Para os endividados…

Se você já vai começar o ano com dívidas, tenha como objetivo principal quitar essa conta. Assim, você vai exterminar esse fantasma que assombra as suas noites e lhes causam intranquilidade. Fora isso, você, provavelmente, vive no Brasil o que faz com que tenha sempre juros muitos altos. O resultado disso é uma bola de neve, que deve ser evitada o quanto antes.

Decidido rearranjar as dívidas, você vai precisar estabelecer o fim dessa história, ou seja, um prazo para pagar a última parcela dessa dívida. E também precisará saber o quanto terá disponível para pagar, em cada mês. Aqui entra a regra dos 10, 20 e 70%. Sabem qual é? É uma que diz que você deve usar 20% do seu salário para quitar essa dívida. Veja o vídeo abaixo e entenda.

https://youtu.be/tXfddhCV5mA

O começo é complicado, mas simples: comece cortando os gastos de baixo para cima, ou seja, parta de despesas adicionais e depois vá para as variáveis. As compras feitas por desejos e não, necessariamente, necessidades devem ser as primeiras a serem cortadas. Já quanto aos gastos adicionais, é possível fazer trocas mais econômicas, como no caso do cinema, que pode ser substituído por um filme em casa.

Quanto às fixas, em um primeiro momento, não leve em consideração, já que são obrigatórias. Mesmo porque, caso você não pague, ficará inadimplente e você não vai querer arrumar mais uma dor de cabeça, vai? Agora, pensando bem, se você estiver em um nível muito alto de endividamento, tome medidas extremas e abandone essas contas, sejam elas o convênio médio ou a escola particular.

“Muita gente se endivida porque opta por pagar uma boa educação para o filho, mas não quer abrir mão de outras coisas. É preciso escolher: vou direcionar meu orçamento de que maneira? Se não fizer isso, você vai ter que acabar colocando o filho em uma escola pior ou criando um endividamento que afeta o emocional da família”, comenta Ricardo Rocha, do Insper.

Tudo é questão de prioridades e a prioridade maior é você ter uma vida financeira equilibrada.

Medir o tamanho da dívida é fundamental

Os financiamentos, as compras parcelas no cartão e no cheque especial, as contas atrasadas… Tudo isso são dívidas. (Leia Também: 3 coisas que são dívidas e ninguém considera). Fique atento aos valores e caso tenha notificado que algumas dessas parcelas não poderão ser pagas, tente renegociá-la com o credor. (Leia Também: 9 dicas realmente eficazes para renegociar dívidas com os bancos). Existem propostas com prazos maiores e valores mais baixos, mesmo que isso signifique pagar mais juros.

Vale a pena pesquisar! E foque naquelas que tenham os juros mais altos. Essas devem ser as primeiras a serem quitadas. O ideal, inclusive, é pagá-las à vista, sempre que possível. Se você nunca tem dinheiro sobrando, veja algumas ideias de como conseguir renda extra.

Uma dica importante é: tente negociar as dívidas em uma só, que tenha os juros mais baixos. Isso vale muito a pena. Divida tudo pelo valor que você pode pagar mensalmente e mesmo que o prazo se alongue, os juros baixos serão grandes beneficiadores. Nesse momento do campeonato, vale muito a pena se esforçar e deixar de “fazer os gostos” de lado para quitar as dívidas. Nada paga uma boa vida emocional.

“Eventualmente, você pode com um simples empréstimo consignado trocar todas as suas dívidas e alongar o prazo. Como o risco é mais baixo, a taxa também será mais baixa”, afirma Ricardo. Mas aí, você vai precisar deixar de lado o seu cheque especial, ok?

Reprodução: Google
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Segundo o professor, o planejamento é essencial. Assim, é possível prever os impostos e demais custos fixos durante o ano, para não passar sufoco no final dele. E, uma das alternativas, segundo ele, é vender um bem, tal como o carro e quitar a dívida, caso seja necessário.

Para aqueles que não têm dívidas…

Considere-se um vencedor, se chegou até aqui. Esse é o primeiro passo para o sucesso, mas não significa que você esteja liberado de sair torrando o seu dinheiro. Ao contrário, agora é uma parte tão difícil quanto e que vai demandar ainda mais autocontrole para manter a estrutura. Para tal, a primeira medida que deve tomar é? (POR FAVOR, não diga que é guardar o seu dinheiro na poupança).

A melhor forma de manter a estrutura financeira é investindo dinheiro, assim, você deixa de pagar juros, como ocorre quando faz um empréstimo e começa a receber juros. (Detalhe: você começou a enriquecer, meu caro). Esse investimento poderá ser usado como “reserva emergencial” no futuro.

A dica do professor do Insper é a seguinte: “É uma economia de algo equivalente ao valor de uma renda mínima de 6 a 12 meses. Se um casal ganha 10 mil reais por mês e considera 6 mil reais o mínimo para passar o mês, então, a reserva de emergência deve ser de algo entre 36 mil e 72 mil reais”, afirma.

Caso já tenha esse valor resguardado, você pode optar por investir os dois percentuais: 10 e 20%, em rendas diferentes. Se ainda tem dúvidas sobre o investimento, como ele funciona e quais as melhores opções, faça nosso curso gratuito. É rápido e você não terá custo nenhum. Faça e aprenda, na prática, como enriquecer.

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Aposentadoria

“Guardar não é aposentadoria, é um dinheiro reservado para a pessoa ficar sossegada e dormir bem todos os dias. Com o desemprego elevado, as pessoas têm angústia de serem demitidas. Uma forma de mitigar isso é ter uma reserva. Se for mandada embora, a pessoa pode contar com essa reserva de emergência, o que dá margem para se recolocar no mercado de forma mais digna”, afirma Ricardo.

4 – Começar um investimento é essencial para enriquecer

As prioridades, vistas até agora, são as seguintes: quitar as dívidas e ter uma reserva emergencial. Cumpridas essas prioridades, vamos recuperar a nossa lista de desejos criados há muito tempo. Sabe aquele sonho que você desde quando era um menino? Então, agora é que vamos começar a investir nele, para, logo mais, concretizá-lo.

Antes de dar continuidade, vamos abrir um parêntese para falar da poupança porque isso é bastante importante. Em 2015 essa caderneta teve rendimento de 8,07% ao ano, enquanto que a inflação chegou a 10,67%, a mais alta em 13 anos. O que isso significou? Uma perda real para os aplicadores. Ou seja, quem investiu lá, perdeu dinheiro. Por isso mesmo, recomendações, inicialmente, as Rendas Fixas para poupar dinheiro.

Como Investir em Renda Fixa: O Guia Definitivo

Entre elas, está o CDB (Certificado de Depósito Bancário), a LCI (Letra de Crédito Imobiliário) ou o Tesouro Direto, que são os mais indicados pelos especialistas. Também é possível investir na Renda Variável, as famosas negociações de ações das empresas. A recomendação é: conversa com o seu banco (e preferivelmente com a corretora) para descobrir quais as melhores opções do mercado para aquele momento e pensando no seu desejo, que pode ser de curto ou longo prazo.

5 – Não insistir no erro

Depois de tudo isso, é só não insistir no erro. Nunca abandone as boas práticas do planejamento financeiro e do seu orçamento familiar. Leve em consideração a importância do seu dinheiro e pare de pagar juros (e comece a recebê-los).

Para esse tópico, com a ajuda do NexoJornal, separamos algumas dicas para você não sair da linha e ficar firme nos seus objetivos.

Gastos são gastos. Não importa o tamanho – se é grande ou pequeno – os gastos são sempre gastos e é natural que olhemos primeiro para os maiores, da imensa lista de despesas. Aliás, até temos razão, mas não podemos fazer vista grossa para os pequenos. Tal como o café nosso de cada dia na padaria da esquina. Que seja 2 ou 5 reais no dia, ao final do ano esse valor poderá ser um montante de 730 ou 1,8 mil reais.

“O corte de pequenos gastos, como o café, pode ter resultado, mas só faz efeito para quem já está com as contas equilibradas. Se uma pessoa que almoça fora de casa todos os dias, gastar 25 reais ao invés de 50, ela poderá ter 125 reais para gastar no final de semana em um restaurante melhor”, comenta Ricardo.

Economias são economias. O contrário também é válido. E inteiramente proporcional. Para todas as regras já citadas, vale a seguinte: nunca deixe de economizar. Se você acha que economizar 900 reais por mês é um valor muito alto, tente imaginar economizar apenas 30 reais por dia. Sim, é o mesmo valor, mas uma economia pequena parece ter mais efeito. É o acúmulo dela que vai gerar uma cifra recompensadora.

Reprodução: Google
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Dinheiro contado. Uma dica dedicada aos impulsivos: vá com o dinheiro contado. Assim, você evita se exceder perante o seu orçamento financeiro. É nessa questão que o uso de dinheiro vivo se sobressai ao famoso cartão de crédito, já que com ele, não há limites. Funciona assim: se a compra exceder o valor do dinheiro vivo que você levou, não use o cartão, mas deixe por lá algum produto que não for essencial e que não estava na sua lista de compras.

Pagamento à vista. Ainda com foco no cartão de crédito (e não uso dele), a dica aqui é: consulte os pagamentos à vista. Além de eles terem mais descontos, você só vai comprar quando tiver realmente precisando e com o dinheiro sobrando. Faça ser possível antecipar a época do gasto, e junte o valor mensal para pagar tudo à vista. Isso funciona muito bem com as viagens e a compra de algo de grande valor, por exemplo.

Datas de pagamento. Não tenha chance de ver o dinheiro na conta, você pode achar que tem mais do que realmente tem. Aceite que aquele dinheiro não é seu e sim das suas contas. Quite-as e aí sim, torne-se dono dele.

Com informações do G1, Época e Nexo

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