3 perguntas que podem resolver os seus problemas com o dinheiro e com a aposentadoria

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Gastar muito e economizar pouco são problemas corriqueiros que as pessoas enfrentam com a administração das suas finanças. O catalisador desses dois problemas não é exatamente a falta de capacidade em lidar com dinheiro, mas as crenças inconscientes que tem e que impulsionam seu comportamento financeiro.

Em entrevista ao Business Insider, o psicólogo financeiro Brad Klontz afirma que muitos desses comportamentos e crenças são decorrentes de hábitos e ideias dos pais e familiares próximos. Fato que acontece, na maioria das vezes, ainda na fase infantil. Afinal de contas os filhos tendem a imitar as ações do pai durante o desenvolvimento da vida.

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Aproveite e leia esse artigo super interessante que tem tudo a ver com o que estamos falando agora: 4 coisas sobre o dinheiro que deveriam ser ensinadas na escola.

De volta à nossa pesquisa: depois de desenvolver um estudo com milhares de pessoas, Klontz concluiu que a maioria das crenças comuns que temos “estão associadas a resultados financeiros correspondentes, como renda mais baixa, menor patrimônio líquido e comportamentos financeiros ruins”, explica.

O psicólogo afirma que a estratégia fundamental é que você reflita sobre suas crenças financeiras: de onde elas vêm e como podem estar atrapalhando seu desenvolvimento com o dinheiro. Lembre-se que, como já falamos anteriormente, ganhar pouco dinheiro não significa ser pobre.

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Segundo o pesquisador, algumas perguntas podem ajudar você:

  1. Quais são três coisas que seus pais ensinaram para você sobre dinheiro?
  2. Qual é a sua primeira memória relacionada com dinheiro?
  3. Qual é a sua pior experiência com dinheiro?

Para Klontz, uma vez identificado da onde vem nossas crenças sobre dinheiro e como elas estão relacionadas aos nossos problemas financeiros, podemos começar a desmontar tudo aquilo que estiver dando errado na forma de manejar o dinheiro e reformular nossas atitudes e comportamentos.

Pensando na aposentadoria

Ainda referente à esse sofrimento que as pessoas tem com o dinheiro, soma-se ainda às mudanças referidas à aposentadoria.

O anúncio da reforma da Previdência Social mexeu com toda a população brasileira. Enviada ao Congresso, a proposta do governo estabelece um mínimo de 25 anos de contribuição e de 65 anos para se aposentar. Pelas novas regras, alguém só receberá o valor integral do benefício, que não pode passar de R$ 5.189, após 49 anos de contribuição.

A BBC Brasil reuniu dicas que você pode usar para organizar melhor as suas finanças – tudo para complementar o valor concedido pelo INSS. As opções exigem um esforço no orçamento doméstico para que se possa gerar uma poupança extra de modo a criar alternativas de investimento paralelas à contribuição oficial.

O primeiro conselho dos educadores financeiros parece óbvio, mas não é seguido por muita gente: comece a guardar dinheiro agora. Quanto mais cedo você começar, mais terá aos 65 anos, idade em que poderá receber a aposentadoria.

Independentemente da idade, reservar um dinheiro para emergências é a primeira etapa. Se você ficar desempregado, é a essa reserva que vai recorrer.

Poupar de 10% a 20% do salário parece muito? Então é hora de rever suas despesas. Com a aposentadoria mais distante, não é recomendável elevar seus gastos no mesmo ritmo em que seu pagamento aumenta. Independentemente do nível salarial, é preciso ter uma folga.

https://youtu.be/tXfddhCV5mA

Investir Dinheiro é o melhor negócio

Se você tem dinheiro guardado, não o deixe parado. Os consultores financeiros entrevistados pela BBC Brasil aconselham a formação de uma carteira de investimentos.

O nome assusta, mas o conceito é simples. A ideia é colocar seu dinheiro em vários lugares, como nos títulos do Tesouro Direto ou em fundos de investimento.

Apesar de sua popularidade, investir na poupança não é o mais recomendado. Isso porque seu rendimento fica muito próximo da inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). Nos últimos doze meses, os números ficaram em 8,3% e 6,99%, respectivamente. Dessa forma, a poupança mal recupera a desvalorização do dinheiro.

Quer saber por que você perde dinheiro quando deixar suas economias guardadas lá? Descubra: esqueça a poupança e aprenda a investir seu dinheiro no Tesouro Selic.

A opção mais indicada é o Tesouro Direto, programa para vender títulos públicos federais pela internet. Os títulos são emitidos pelo governo com o objetivo de captar recursos para financiar a dívida pública e atividades governamentais. É como se estivesse comprando “ações” do governo.

A rentabilidade do Tesouro Direto é bem maior do que a da poupança, chegando a 14% ao ano. É possível escolher entre títulos pré-fixados (você sabe o percentual de remuneração ao aplicar: hoje em 12%) e pós-fixados (vão seguir a evolução de um indicador e você não sabe o quanto renderão). Os últimos podem estar atrelados à Selic (taxa básica de juros) ou ao IPCA (inflação).

Todos eles têm prazos para resgatar o dinheiro, que vão de 2017 a 2050. Nada impede, no entanto, que você retire o valor antes. O Tesouro Direto é vantajoso por outros motivos: tudo é feito on-line e você pode começar a investir com R$ 30. Para saber mais e fazer uma conta no Tesouro Direto, procure uma corretora ou o seu banco.

Leia esses 2 artigos e entenda tudo sobre o Tesouro Direto e os Fundos de Investimentos:

Investir na Bolsa de Valores

A Bolsa de Valores é recomendada para todos, desde que tenham disposição para aprender e ficarem ligados na volatilidade das ações. Apesar de ser o plano B de muitos brasileiros, a previdência privada é considerada cara e pouco rentável. A contratação precisa ser feita com cuidado, porque pode incluir taxas altas.

Investir na Previdência Privada

Um dos pontos positivos é a facilidade de escolher o tamanho e periodicidade da contribuição: R$ 100 por mês ou por ano, por exemplo. Diferentemente do INSS, não há um mínimo pré-estabelecido e o valor pode sair automaticamente da sua conta.

Diante das limitações da previdência privada, a dica dos consultores é: não deixe de contribuir para a Previdência Social, mesmo que esteja desempregado. Além da aposentadoria normal, ela funciona com um seguro em caso de morte ou invalidez.

Se você está fora do mercado, é possível tornar-se um contribuinte facultativo e escolher entre dois tipos de plano: o normal e o simplificado. O primeiro conta como tempo de contribuição e exige um mínimo de R$ 176 (20% do salário mínimo) mensais.

O segundo é mais barato (a partir de R$ 96,80), mas não conta no tempo de contribuição. Por outro lado, garante outros benefícios, como pensão por morte e aposentadoria por invalidez. Se decidir pelo simplificado, existe a opção de, no futuro, fazer uma complementação para incluir esses anos no período de contribuição.

Com informações do Infomoney / MSN

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